segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Bomba de Baclofeno e Baclofeno no Tratamento da Espasticidade: saiba a diferença e como agem no organismo

O tratamento para espasticidade é sempre um desafio. Na parte terapêutica, a fisioterapia diária, a terapia ocupacional e a hidroterapia são muito importantes. Quando a espasticidade afeta apenas alguns grupos musculares, a aplicação de toxina botulínica pode ajudar muito, mas quando o quadro de espasticidade é global, o relaxante muscular (baclofeno) também pode ser indicado.

Mas sempre é importante ficar atento aos efeitos colaterais do baclofeno, que podem incluir:


  • Sonolência;
  • Tontura;
  • Fraqueza;
  • Náusea;
  • Dor de cabeça;
  • Piora da deglutição quando a criança tem disfagia.


Quando há um quadro de espasticidade grave e crises de espasmos com dor, a bomba intratecal de baclofeno pode ser indicada.

A bomba de baclofeno, como o próprio nome diz, é um reservatório implantando no corpo através de uma cirurgia que injeta o baclofeno de forma contínua ou intermitente diretamente no líquido cefalorraquidiano (líquor).

Qual a diferença entre a bomba de baclofeno e a ingestão via oral?

A bomba de baclofeno é muito mais efetiva no controle dos sintomas da espasticidade, pois a medicação é administrada continuamente, dia e enoite, proporcionando melhor controle da espasticidade.  Além disso, na maioria dos casos, causa menos efeitos colaterais do que o baclofeno via oral, principalmente quando o quadro de espasticidade é grave e são necessárias doses muito altas.

A bomba também permite uma dosagem precisa do baclofeno e a administração de diferentes doses em diferentes momentos do dia.

Quais são os riscos e os efeitos colaterais?

A implantação da bomba de baclofeno é feita através de uma cirurgia com anestesia, portanto, os riscos da cirurgia devem ser levados em consideração. Além disso, é muito raro mas podem ocorrer infecção ao redor do dispositivo e risco de mau funcionamento, porém, os problemas são reversíveis desde que diagnosticados rapidamente.
A bomba precisa ser recarregada em intervalos regulares e o médico responsável precisa reavaliar o paciente periodicamente para se certificar de que o funcionamento está correto.

Antes da colocação da bomba de baclofeno, o paciente passa por um protocolo para que a equipe médica se certifique de que o procedimento realmente será benéfico.

O implante da bomba de baclofeno pode ser feito a partir de 3 anos de idade.



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