quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Tratamentos Promissores para Mielomeningocele e Hidrocefalia

Pesquisamos algumas novidades sobre tratamentos promissores para a mielomeningocele e a hidrocefalia

Hidrocefalia: Dr Dario Fauza, cirurgião e membro do Programa de células-tronco no Boston Children's Hospital juntamente com sua equipe conseguiram provar que as células estaminais neurais podem reparar parcialmente as áreas danificadas da medula espinhal em animais, o que poderia levar a melhores resultados no tratamento desta doença em humanos futuramente.

Dr Benjamin C. Warf, diretor do Programa de Neurocirurgia Neonatal do Boston Children's Hospital, desenvolveu uma técnica cirúrgica inovadora no tratamento da hidrocefalia. O procedimento minimamente invasivo, chamado de "Third Ventriculostomy / Choroid Plexus Cauterizarion (ETV/CPC) oferece uma alternativa ao risco do procedimento de implantação de válvula e da dependência de válvula ao longo da vida.

Tratamentos para a disfunção da bexiga: Dr Carlos Estrada, vem trabalhando com biomateriais e células-tronco à base de seda para desenvolver um tratamento para a disfunção da bexiga comum na espinha bífida. Usando abordagens de engenharia de tecidos, o laboratório do Dr. Estrada regenerou o tecido da bexiga em animais pequenos e médios, incluindo roedores e porcos. Ele antecipa que, se os resultados experimentais continuarem a ser promissores, os ensaios clínicos em seres humanos podem ocorrer no prazo de cinco anos.

Tratamento cirúrgico inovador para crianças com deformidades da coluna vertebral: Dr Lawrence I. Karlin, cirurgião ortopédico do  Programa de Terapia Neuromotora, Programa de Trauma Ortopédico e Programa de Espinha Bífida do Boston Children's Hospital, atualmente está pesquisando deformidades da coluna vertebral e melhorando a qualidade de vida de crianças com distúrbios músculo-esqueléticos.

Fonte: Boston Children's Hospital


terça-feira, 26 de setembro de 2017

Saiba tudo sobre a Rizotomia Dorsal Seletiva

A Rizotomia Dorsal Seletiva como tratamento da espasticidade.

O que é rizotomia dorsal seletiva?

A rizotomia dorsal seletiva é uma cirurgia que tem o objetivo de melhorar a espasticidade de crianças com paralisia cerebral.  
A espasticidade pode prejudicar o desenvolvimento da marcha independente, pode levar a deformidades ósseas, e encurtamento de músculos e tendões.

É importante lembrar que nem sempre a espasticidade é um sintoma a ser tratado, pois muitas crianças se utilizam dela para ficarem em pé ou mesmo para andarem.

A rizotomia é indicada para todas as crianças espásticas?

Não. As crianças que podem se beneficiar com a cirurgia têm entre 3 e 12 anos de idade, com diplegia espástica, conseguem se sentar ou ficar em pé sozinhas, e apresentam a espasticidade como um fator de limitação importante para seu desenvolvimento motor e marcha independente. Crianças prematuras dentro do quadro descrito acima, apresentam bons resultados com a rizotomia.

Para quem não é indicado a rizotomia.

As crianças que tem paralisia cerebral resultantes de traumatismo craniano ou infecção congênita, crianças distônicas, com paralisia cerebral grave, rigidez muscular severa, histórico de meniningite ou hidrocefalia relacionados à prematuridade, não têm indicação da rizotomia.

Como é feita a indicação para a rizotomia?

A decisão é tomada por uma equipe multidisciplinar envolvendo pediatra, neurologista, ortopedista, cirurgião, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Metas e expectativas da rizotomia também são discutidas com a família, bem como os riscos e benefícios.

Algumas tentativas podem ser feitas antes da rizotomia, como a aplicação de toxina botulínica e um programa intensivo de fisioterapia para trabalhar força muscular e melhora do tônus. Com as respostas após essas tentativas, a equipe terá mais segurança na indicação (ou não) da cirurgia.

Vários estudos indicam a redução da espasticidade e a melhora na qualidade de vida após a rizotomia. O grande receio dos pais é devido a natureza irreversível do procedimento.

Outras opções para tratamento da espasticidade são:

• Aplicação de toxina botulínica;
• Baclofeno via oral;
• Bomba de baclofeno.

Muitas crianças conseguem se desenvolver e ter qualidade de vida apenas com estas opções e com um bom planejamento terapêutico.

Como é feita a cirurgia?

A rizotomia é feita com anestesia geral e geralmente leva de 4 a 5 horas. São diminuídas as aferências sensitivas com a secção de radículas dorsais selecionadas.

As complicações após a rizotomia são raras, mas podem incluir infecção, fístula liquórica, dor, dormência ou formigamentos nas pernas perda da função dos esfíncteres, diminuição da força nas pernas, cifotização da coluna vertebral e também os riscos da anestesia geral.

Logo após a cirurgia, a criança pode apresentar fraqueza muscular, e um programa de fisioterapia intensiva é inserido gradualmente. A criança aprenderá a usar seu corpo de uma maneira nova. Pode levar até dois anos para que todos os benefícios da rizotomia sejam sentidos.

Muitas crianças desenvolvem hipersensibilidade na planta dos pés após a cirurgia, porém é algo temporário e que melhora com o tempo. 

Também pode haver problemas na bexiga, causando uma alteração nos hábitos de higiene pessoal no início, mas que melhoram com o passar do tempo. 

Embora a rizotomia não descarte a necessidade de cirurgia ortopédica mais tarde, há uma redução da necessidade desses procedimentos.

Referências: Swimlab Lanzarote e Dr Bernardo de Mônaco.



sábado, 9 de setembro de 2017

Música na fisioterapia

Quanta emoção... Quanto amor...

Nós pensamos sempre em melhorar, em ir além, em oferecer o melhor para nossos pacientes! E agora, o músico Val também faz parte de nossa equipe!

Aqui estão alguns dos momentos especiais que vivemos durante as terapias com música! Prepare o coração e... emocione-se com a gente...

A música traz diversos benefícios para a criança com deficiência; a melodia, o ritmo e a letra despertam sentimentos, incentivam a expressão através do corpo, da comunicação e da linguagem, e a terapia fica muito gostosa! Além disso, outros aspectos podem ser trabalhados, como concentração, memória e atenção.

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Como criar uma rotina para uso dos recursos terapêuticos em casa

O sucesso de um trabalho de reabilitação / habilitação depende também do uso de recursos terapêuticos fora dos horários de terapia.

O primeiro passo é conversar com os terapeutas e médicos para saber quais recursos são necessários e por quanto tempo devem ser utilizados diariamente.

O segundo passo é encaixar o uso dentro da rotina da criança e da família.

Se a criança frequenta a escola, uma parte da rotina pode ser feita no ambiente escolar, como por exemplo o uso de andador e de órteses em horários determinados.

Chegando em casa, é possível reforçar o uso de órteses e do parapodium (quando há indicação) quando a criança estiver assistindo televisão ou brincando.

No início pode parecer difícil, a criança certamente vai estranhar e reclamar, mas com o tempo, tudo entra em uma rotina.

Também é importante separar um momento para descansar, sem compromissos e obrigações!


Nascimento e crescimento dos dentes pode piorar a Disfagia

Momento delicado para a criança com disfagia: o nascimento ou a queda dos dentes de leite.

Qualquer alteração na boca da criança que tem disfagia pode gerar significativas alterações em toda a deglutição.

No início, são os dentes que começam a nascer, e com isso, tudo o que a criança havia aprendido e se adaptado para conseguir se alimentar, pode ser impactado. As referências de limites, de apoio da língua e a sensibilidade podem piorar a deglutição, a criança pode babar mais, pode apresentar mais dificuldade para ingerir os alimentos e em alguns casos, dependendo a gravidade da disfagia, pode até recusar os alimentos.

Todos esses problemas podem voltar a aparecer anos depois, quando os dentes de leite começam a cair.

Nestes momentos, a conversa com o fonoaudiólogo e demais terapeutas é essencial para identificar o problema e planejar o tratamento mais adequado para enfrentar essas fases.

Geralmente associamos terapias de fisio e fono - a fisio prepara toda a musculatura de tronco de pescoço para que, em seguida, a fono trabalhe a motricidade oral. Estas áreas estão diretamente ligadas à deglutição!


Fisioterapia para adultos

A clínica GRHAU tem um setor especializado em fisioterapia para adultos.

Neste vídeo vemos as diversas possibilidades que a gaiola de atividades proporciona para a reabilitação no geral.

O Sr Waldemar é nosso paciente de Pilates voltado à neurologia. Estamos trabalhando equilíbrio, alongamento, alinhamento, posturas corretas e força muscular.

O corpo precisa de movimento e cada paciente tem necessidades específicas. Durante a avaliação entendemos os objetivos e planejamos as atividades indicadas em cada caso.

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Aula de música na oficina de jovens com paralisia cerebral

Entusiasmo e alegria durante a aula de música de nossa oficina de jovens! Motor e cognitivo são estimulados de forma divertida.

A música envolve, desperta sentimentos, motiva e amplia o potencial de interação. É uma das aulas que eles mais gostam! O próprio aluno começa a descobrir habilidades que o deixam mais motivado!

E a motivação é muito importante em qualquer trabalho de reabilitação, principalmente com pacientes jovens e adultos.


Mielomeningocele: Entendendo os desafios em cada idade

Durante o desenvolvimento infantil da criança com mielomeningocele, cada etapa de crescimento tem objetivos e desafios diferentes:


  • Bebês:


É necessário iniciar o acompanhamento com Fisioterapeuta o quanto antes. Os principais objetivos nessa fase são a avaliação da movimentação e do posicionamento das pernas. É necessário estimular o desenvolvimento motor global e oferecer recursos necessários para manter o bom posicionamento.

As mães também devem receber orientações de como segurar e posicionar adequadamente o bebê.
O contato mais próximo entre terapeutas e família é fundamental!

  • Pré-escola:

O foco nessa fase é o trabalho para que a criança fique em pé e treine a marcha independente, com andador ou muletas. Parapodium e órteses são recursos importantes nesse período.

A família precisa receber a orientação de como auxiliar no desenvolvimento motor, na marcha, no uso de órteses, andadores, talas, muletas, ou outros recursos necessários. O estímulo à independência deve ser feito no ambiente terapêutico e também em casa.

  • Idade escolar:

É importante a visita do Fisioterapeuta à escola para verificar se o ambiente está preparado para receber a criança adequadamente e se há adaptações necessárias para o desenvolvimento. Além disso, é necessário orientar a equipe escolar sobre o uso de andadores e demais recursos para garantir que todo o trabalho feito até então terá continuidade e a criança continuará sendo estimulada adequadamente. A independência continua a ser estimulada, principalmente nas atividades de vida diária.

Os esportes podem ser incorporados à rotina da criança.


Quinto Therasuit da Lis

A Lis terminou seu quinto intensivo de Therasuit na semana passada. O grande desafio foi trabalhar confiança e segurança para que ela andasse sozinha por distâncias maiores, inclusive na rua!

Trabalhamos fortemente para melhorar as respostas motoras globais, reações de equilíbrio e alinhamento.

Mudamos muitas atividades do último intensivo para este, justamente para que ela se sentisse motivada e desafiada. Ela até andou de skate!

Ela não somente conseguiu andar sozinha como também melhorou muito a postura, o alinhamento e o padrão da marcha!

A pequena gigante merece mais do que parabéns! Se esforçou demais e participou ativamente de tudo!

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Momentos especiais com a música durante as terapias

Alguém duvida do sucesso da Aline no mundo da música?

A música está entrando de mansinho nas terapias, trazendo motivação e novas descobertas para nossas crianças!

A criança sente a música e experimenta o som movimentando as mãos, os pés, a cabeça, enfim, cada um participa de sua maneira. Neste momento, alguns dos movimentos que estão sendo trabalhados nas terapias, afloram de maneira natural e sutil.

Muito mais alegria e envolvimento!

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