terça-feira, 28 de novembro de 2017

Therasuit na Mielomeningocele: nossa participação no programa "De bem com a vida"

[Therasuit na Mielomeningocele]: aqui vai o vídeo com nossa entrevista para o programa "De bem com a vida"! 
Nossa Fisioterapeuta Janice Jishú Ortiz participou do programa junto com a mamãe da Maitê, Renata Lougon. 
É muito importante falarmos sobre as opções de tratamento para a Mielomeningocele! 
Nós amamos o convite! Confira:

Therasuit na Mielomeningocele

Paralisia cerebral: 5 dicas para brincar com seu filho em casa

O brincar é importante e traz muitos benefícios para todas as crianças, porém, crianças com paralisia cerebral ou algum comprometimento motor podem ter dificuldades para manusear brinquedos e fazer algumas atividades. Preparamos algumas dicas para que você faça com seu filho em casa, sem compromisso e sem objetivos terapêuticos!
O Terapeuta Ocupacional é o profissional que pode sugerir mais brincadeiras e, se necessário, adaptar brinquedos e atividades.
1- Coloque um colchonete grande no chão, deixe seu filho à vontade para virar, arrastar ou engatinhar. Ele vai sentir todas as possibilidades de movimentação, vai sentir melhor seu próprio corpo e as oportunidades de deslocamento.
2- Faça culinária com seu filho. Separe os alimentos com ele, explique para que serve cada um, coloque em uma cartolina a receita e o nome dos alimentos em letras grandes. Faça o passo-a-passo com ele mostrando a sequência da receita e em que fase vocês se encontram. Use um relógio para mostrar o tempo de preparo.
3- Coloque cola na palma da mão de seu filho, espere secar e retire. É um estímulo sensorial bem gostoso! Cuidado para ele não levar as mãos à boca!
4- Faça pulseiras e tornozeleiras com objetos que façam barulho, por exemplo guizos, assim, todas as vezes que a criança movimentar os braços ou as pernas, ouvirá sons.
5- Separe os brinquedos por cores e ajude seu filho a colocar cada cor em um balde diferente. Cole o nome da cor em letras grandes em cada balde para ajudar na identificação.
GRHAU Therasuit
Rua Humberto I, 236 - 2º andar - Vila Mariana / SP
(11) 5579-7909

Qual o melhor método de reabilitação infantil?

O melhor método é aplicado pelo terapeuta que tem diversas formações, experiências e cursos complementares - uma base que permite a ele avaliar adequadamente cada criança e aplicar os métodos mais indicados para cada caso, para cada necessidade.
É importante enxergar a criança como um todo e não apenas trabalhar funções ou habilidades isoladas.
Durante a fisioterapia motora, por exemplo, é possível interagir com a criança usando recursos de comunicação e estimular outros sentidos.
Nosso objetivo é explorar todo o potencial de desenvolvimento da criança, integrando terapias e métodos.
GRHAU Therasuit
Rua Humberto I, 236 - 2º andar - Vila Mariana / SP
(11) 5579-7909

Eutonia para reequilíbrio do tônus

Você sabe o que é eutonia?
Eutonia é uma abordagem terapêutica de reequilíbrio do tônus corporal. Através do contato com as mãos do terapeuta e outros recursos como almofadas e bolinhas, obtém-se maior bem-estar, com alívio das tensões, das dores e do estresse.


Paralisia cerebral tem cura?

Paralisia cerebral tem cura?
A paralisia cerebral é uma condição não progressiva, isso significa que a lesão ou malformação cerebral é permanente e não vai piorar. Porém, os fatores associados à paralisia cerebral, como alterações de movimento e de postura, falta de equilíbrio e de coordenação motora, movimentos involuntários e espasticidade, podem piorar se não tratados adequadamente, com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, além de tratamentos complementares.
A criança precisa ser corretamente estimulada o quanto antes, tanto na parte motora, quanto na parte cognitiva, para que atinja o máximo de independência possível.
Embora não exista a cura para a paralisia cerebral, há muitas opções de tratamentos com resultados excelentes, como é o caso do Therasuit e dos recursos terapêuticos disponíveis hoje em dia. Olhar a criança como um todo e estimular todo o seu potencial de desenvolvimento é o grande diferencial.
O tratamento com células tronco pode trazer a tão sonhada cura no futuro, mas atualmente não apresenta resultados. De qualquer forma, não podemos esperar a cura chegar para estimular nossas crianças e há muitos recursos, muitos métodos e muitas terapias que, quando bem indicados e trabalhados corretamente, apresentam excelentes resultados.

Como as convulsões afetam o desenvolvimento infantil

Convulsões são atividades elétricas cerebrais anormais, que podem ou não causar movimentos involuntários e/ou alterações de consciência.
Algumas vezes pode ser difícil reconhecer uma convulsão, pois a criança nada sente, e ela pode, por exemplo, ficar com o olhar distante ou ausente, ficar confusa e até mesmo sorrir sem motivo.
O desenvolvimento infantil pode ser impactado pelas convulsões, pois o cérebro está em desenvolvimento e em cada crise convulsiva, é como se ele desligasse e ligasse novamente.
As medicações também interferem no estado de alerta da criança, podendo afetar a atenção, a memória, o equilíbrio e o sono.
Muitas vezes, pode ser difícil controlar as convulsões, e mesmo com associação de medicações, as crises continuam.
Há neurologistas especialistas em convulsões, que acompanham o caso de perto e discutem com a equipe de Terapeutas os melhores caminhos para estimular adequadamente a criança e quais os métodos ou intervenções mais indicados.

Acupuntura para crianças com deficiência

Agora temos acupuntura no GRHAU! O Profº Eduardo Santarelli tem larga experiência em acupuntura para pessoas com deficiência.
São utilizadas duas técnicas em crianças:
Shonishin, é a acupuntura pediátrica japonesa sem agulhas. Atua no trajeto dos meridianos, e pode ser feita em bebês e crianças de até 14 anos. Antes desta idade, os meridianos não estão completamente formados, não sendo indicada a acupuntura com agulhas.
Xing Nao Kai Qiao - significa “acordar a mente e abrir os orifícios” e tem resultados excelentes em questões de ordem motora, atuando principalmente na melhora da espasticidade.
Além disso, a acupuntura pode melhorar vários aspectos da criança com deficiência, vamos citar alguns benefícios:
• Promove o relaxamento;
• Melhora a espasticidade;
• Melhora o padrão de sono;
• Diminui a ansiedade;
• Diminui dores musculares.
Agende uma avaliação! (11) 5579-7909

Podd - saiba mais sobre o método

Nossa Fonoaudióloga, Vera Bailão, está no curso do método PODD, ministrado pela Gayle Porter, criadora do método. A Gayle veio da Austrália, onde trabalha há mais de 30 anos com crianças e jovens com grandes dificuldades de comunicação.
Mas afinal, o que é o PODD?
É um modo de organizar o vocabulário para a comunicação em qualquer momento.
A intervenção utilizada com o PODD é uma estimulação da linguagem suplementar.
O objetivo é criar um ambiente de aprendizado da linguagem com maior equilíbrio entre os modos de comunicação.

Experimentando posturas, treinando o controle motor

A criança experimenta as posturas antes de adquirir o controle motor que possibilite sua execução de forma independente.
Isso significa que é muito importante estimular essas posturas de forma adequada, enviando estímulos ao cérebro quanto à força muscular exigida, quais as regiões recrutadas para manter a posição, informações sensoriais, de equilíbrio e controle.
Novas conexões cerebrais se formam quando enviamos esses estímulos com frequência, de forma intensa e repetitiva.

A importância da conexão entre terapeuta e paciente

O resultado das terapias também é reflexo da conexão entre Fisioterapeuta e paciente.
Desde muito cedo é preciso estabelecer uma conexão segura e uma linha de comunicação para que o paciente se sinta acolhido e motivado.
A construção do vínculo com cada paciente também é uma meta terapêutica. O ambiente de acolhimento e amor é fundamental para que bebês e crianças com deficiência se desenvolvam e se sintam seguras, diminuindo episódios de choro, de apatia e de recusa em fazer as atividades propostas, principalmente quando a criança faz muitas terapias precocemente.

Fisioterapia e Terapia Ocupacional: Juntas no treino de marcha

Crianças com paralisia cerebral geralmente têm dificuldade na percepção de profundidade e no equilíbrio, dificultando o desenvolvimento da marcha independente.
A atuação do Fisioterapeuta em conjunto com o Terapeuta Ocupacional é altamente eficaz para trabalhar estes e outros aspectos relacionados à marcha.
Para a melhora do padrão da marcha, muitas vezes precisamos trabalhar o equilíbrio, o alongamento, a postura, o fortalecimento muscular e o condicionamento físico. Os aspectos sensoriais são trabalhados na terapia de integração sensorial.
Com melhor organização motora e sensorial, o padrão da marcha também é aperfeiçoado em crianças que já estão andando sozinhas, com muletas ou andador.

Principais dificuldades durante o crescimento da criança com paralisia cerebral

Durante o crescimento da criança com deficiência, várias etapas apresentam dúvidas, apreensão e muitas vezes a família se sente perdida. Vamos falar sobre algumas dessas fases e possíveis soluções:
• Transição do carrinho de bebê para a cadeira de rodas.
Problema: O bebê cresce e o carrinho não serve mais.
Possível solução: O correto é começar o uso da cadeira de rodas o quanto antes. O uso precoce da cadeira pode prevenir uma série de problemas ortopédicos futuros. Usar uma cadeira de rodas nem sempre significa que a criança não vai andar!
• Problema: as fraldas de bebê não servem mais.
Possível solução: A maior fralda de bebês nacional é a Pompom grandinhos, existem algumas marcas importadas em tamanho maior que são encontradas em algumas regiões do Brasil. As fraldas para adultos em tamanho P podem ser indicadas também. As marcas Tena e Bigfral são as mais conhecidas.
• Problema: a criança está em idade escolar e não frequenta a escola.
Possível solução: Sabemos o quanto é difícil encontrar escolas regulares que façam um trabalho adequado de inclusão ou mesmo que aceitem a criança com deficiência. A Lei Brasileira de Inclusão assegura o direito da criança à escola, pode dar trabalho, mas é necessário correr atrás dos direitos da criança. Enquanto a escola não estiver decidida, é possível encontrar uma escola especial ou mesmo conversar com os terapeutas para que um plano de estimulação cognitiva seja feito.
• Problema: meu filho não ganha peso
Possível solução: Se todas as tentativas de estimulação orofacial com o Fonoaudiólogo já tiverem sido feitas e, tanto os médicos quanto os terapeutas indicarem a gastrostomia, é porque o procedimento pode ajudar a criança globalmente, com aporte nutricional, hidratação e ganho de peso para melhor desempenho nas terapias, na escola e nas atividades do dia-a-dia.
• Problema: meu filho não dorme
Possível solução: Conversar com médicos e terapeutas para que haja orientação quanto às possibilidades para resolução dos problemas. Há algumas opções: medicação, melatonina, terapia crânio-sacral, controle da espasticidade e do refluxo, porém, tudo deve ser feito com orientação médica.
• Problema: Meu filho não cabe mais na cadeira do carro.
Possível solução: Existem carros (com isenção de impostos) que podem ser adaptados para transportar a criança junto com a cadeira de rodas. Há também cintos que são colocados na poltrona e cadeiras de crianças que podem ser adaptadas.
• Problema: A banheira de bebê não serve mais.
Possível solução: Existem banheiras específicas para crianças e adultos com deficiência. Há opções de acordo com o tamanho da criança, peso e necessidade de suportes/apoios. O Terapeuta Ocupacional é o profissional que orienta o modelo adequado.

Relatório do Intensivo de Therasuit: um documento valioso!

Quando recebemos uma criança para o intensivo de Therasuit, além da avaliação minuciosa, solicitamos relatórios dos terapeutas que a atendem, e analisamos exames, como eletroencefalograma, raio-x, videodeglutograma, e etc.

Após esta etapa preparamos um planejamento específico para cada criança no Therasuit. Já falamos que, embora seja um método, o Therasuit é feito de forma personalizada e individual, o que depende muito da avaliação que fazemos e do planejamento que é criado.

Quando a criança finaliza o intensivo, é a nossa vez de preparar um relatório bem detalhado, com informações sobre a criança, diagnóstico, objetivos em curto, médio e longo prazos, os ganhos obtidos no Therasuit, e tudo o que precisa ser trabalhado daquele momento em diante. Orientamos quanto ao uso de órtese, de andador, de parapodium, enfim, em quais momentos a criança poderá utilizar os recursos e de que forma.

O relatório é um documento para ser lido e compartilhado com a equipe que atende a criança, médicos, terapeutas e profissionais que atuam na escola. Através dele é possível analisar o desenvolvimento da criança, saber sobre seu potencial de desenvolvimento e planejar atividades com um mesmo objetivo.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Bomba de Baclofeno e Baclofeno no Tratamento da Espasticidade: saiba a diferença e como agem no organismo

O tratamento para espasticidade é sempre um desafio. Na parte terapêutica, a fisioterapia diária, a terapia ocupacional e a hidroterapia são muito importantes. Quando a espasticidade afeta apenas alguns grupos musculares, a aplicação de toxina botulínica pode ajudar muito, mas quando o quadro de espasticidade é global, o relaxante muscular (baclofeno) também pode ser indicado.

Mas sempre é importante ficar atento aos efeitos colaterais do baclofeno, que podem incluir:


  • Sonolência;
  • Tontura;
  • Fraqueza;
  • Náusea;
  • Dor de cabeça;
  • Piora da deglutição quando a criança tem disfagia.


Quando há um quadro de espasticidade grave e crises de espasmos com dor, a bomba intratecal de baclofeno pode ser indicada.

A bomba de baclofeno, como o próprio nome diz, é um reservatório implantando no corpo através de uma cirurgia que injeta o baclofeno de forma contínua ou intermitente diretamente no líquido cefalorraquidiano (líquor).

Qual a diferença entre a bomba de baclofeno e a ingestão via oral?

A bomba de baclofeno é muito mais efetiva no controle dos sintomas da espasticidade, pois a medicação é administrada continuamente, dia e enoite, proporcionando melhor controle da espasticidade.  Além disso, na maioria dos casos, causa menos efeitos colaterais do que o baclofeno via oral, principalmente quando o quadro de espasticidade é grave e são necessárias doses muito altas.

A bomba também permite uma dosagem precisa do baclofeno e a administração de diferentes doses em diferentes momentos do dia.

Quais são os riscos e os efeitos colaterais?

A implantação da bomba de baclofeno é feita através de uma cirurgia com anestesia, portanto, os riscos da cirurgia devem ser levados em consideração. Além disso, é muito raro mas podem ocorrer infecção ao redor do dispositivo e risco de mau funcionamento, porém, os problemas são reversíveis desde que diagnosticados rapidamente.
A bomba precisa ser recarregada em intervalos regulares e o médico responsável precisa reavaliar o paciente periodicamente para se certificar de que o funcionamento está correto.

Antes da colocação da bomba de baclofeno, o paciente passa por um protocolo para que a equipe médica se certifique de que o procedimento realmente será benéfico.

O implante da bomba de baclofeno pode ser feito a partir de 3 anos de idade.



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Mãe também precisa se cuidar!

O estresse pode ter um forte impacto na saúde física e emocional de pais de crianças com deficiência.

A rotina de médicos, terapias e exames, a constante preocupação com a saúde do filho, a privação de sono e os desafios diários podem levar ao estresse e comprometer vários aspectos da vida familiar.

Você precisa cuidar de você. Lembra do alerta de segurança de viagens aéreas de colocar a máscara de oxigênio primeiro em você e só depois em seu filho? É mais ou menos isso. Você precisa estar bem para cuidar dele da melhor maneira possível, mas sabemos que nem sempre é fácil.

Separamos algumas dicas que ajudam na organização das atividades e da rotina. Claro que cada família tem uma rotina e nem tudo é aplicável para todos, mas pode ser que alguma dica ajude!

  • Planeje com antecedência: o sentimento de organização e de que tudo está sob controle causa menos preocupação e sofrimento. Planeje os médicos, os exames e os tratamentos anualmente ou semestralmente. Diariamente tente deixar tudo organizado para o dia seguinte. 
  • Acorde um pouco mais cedo para ter tempo de tomar café da manhã, quem sabe tomar um banho relaxante e fazer as coisas sem pressa. Um pouco de paz e silêncio pela manhã podem ajudar muito.
  • Desacelere: faça alguma atividade que lhe dê prazer, desligue o celular, a TV e o computador. Aproveite os momentos com seu filho sem cobranças. Tenha mais tempo para conversar com a família. Quando você perde o foco, a ansiedade pode aparecer. 
  • Foque no positivo: pense em todas as coisas positivas que aconteceram em cada dia. Este hábito diminui o estresse e a ansiedade. Tente fazer isso todos os dias antes de dormir. Envolva sua família, elogie. Ouvir e dizer coisas positivas fazem um bem danado. 
  • Peça ajuda: muitas vezes não é possível fazer tudo em um dia e as pendências vão acumulando. Isso também gera estresse e ansiedade. Peça ajuda, aceite ajuda. Ter alguém ao lado em momentos turbulentos pode servir como grande conforto emocional.
  • Tenha um tempo para você: faça alguma atividade que você gosta. Tenha um momento para se cuidar, para descansar, para dormir ou mesmo para não fazer nada. 


Esperamos que as dicas acima possam ser de grande ajuda! Comece aos poucos, você não precisa implementar tudo de imediato! Veja o que funciona melhor para você e sua família.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Tratamentos Promissores para Mielomeningocele e Hidrocefalia

Pesquisamos algumas novidades sobre tratamentos promissores para a mielomeningocele e a hidrocefalia

Hidrocefalia: Dr Dario Fauza, cirurgião e membro do Programa de células-tronco no Boston Children's Hospital juntamente com sua equipe conseguiram provar que as células estaminais neurais podem reparar parcialmente as áreas danificadas da medula espinhal em animais, o que poderia levar a melhores resultados no tratamento desta doença em humanos futuramente.

Dr Benjamin C. Warf, diretor do Programa de Neurocirurgia Neonatal do Boston Children's Hospital, desenvolveu uma técnica cirúrgica inovadora no tratamento da hidrocefalia. O procedimento minimamente invasivo, chamado de "Third Ventriculostomy / Choroid Plexus Cauterizarion (ETV/CPC) oferece uma alternativa ao risco do procedimento de implantação de válvula e da dependência de válvula ao longo da vida.

Tratamentos para a disfunção da bexiga: Dr Carlos Estrada, vem trabalhando com biomateriais e células-tronco à base de seda para desenvolver um tratamento para a disfunção da bexiga comum na espinha bífida. Usando abordagens de engenharia de tecidos, o laboratório do Dr. Estrada regenerou o tecido da bexiga em animais pequenos e médios, incluindo roedores e porcos. Ele antecipa que, se os resultados experimentais continuarem a ser promissores, os ensaios clínicos em seres humanos podem ocorrer no prazo de cinco anos.

Tratamento cirúrgico inovador para crianças com deformidades da coluna vertebral: Dr Lawrence I. Karlin, cirurgião ortopédico do  Programa de Terapia Neuromotora, Programa de Trauma Ortopédico e Programa de Espinha Bífida do Boston Children's Hospital, atualmente está pesquisando deformidades da coluna vertebral e melhorando a qualidade de vida de crianças com distúrbios músculo-esqueléticos.

Fonte: Boston Children's Hospital


terça-feira, 26 de setembro de 2017

Saiba tudo sobre a Rizotomia Dorsal Seletiva

A Rizotomia Dorsal Seletiva como tratamento da espasticidade.

O que é rizotomia dorsal seletiva?

A rizotomia dorsal seletiva é uma cirurgia que tem o objetivo de melhorar a espasticidade de crianças com paralisia cerebral.  
A espasticidade pode prejudicar o desenvolvimento da marcha independente, pode levar a deformidades ósseas, e encurtamento de músculos e tendões.

É importante lembrar que nem sempre a espasticidade é um sintoma a ser tratado, pois muitas crianças se utilizam dela para ficarem em pé ou mesmo para andarem.

A rizotomia é indicada para todas as crianças espásticas?

Não. As crianças que podem se beneficiar com a cirurgia têm entre 3 e 12 anos de idade, com diplegia espástica, conseguem se sentar ou ficar em pé sozinhas, e apresentam a espasticidade como um fator de limitação importante para seu desenvolvimento motor e marcha independente. Crianças prematuras dentro do quadro descrito acima, apresentam bons resultados com a rizotomia.

Para quem não é indicado a rizotomia.

As crianças que tem paralisia cerebral resultantes de traumatismo craniano ou infecção congênita, crianças distônicas, com paralisia cerebral grave, rigidez muscular severa, histórico de meniningite ou hidrocefalia relacionados à prematuridade, não têm indicação da rizotomia.

Como é feita a indicação para a rizotomia?

A decisão é tomada por uma equipe multidisciplinar envolvendo pediatra, neurologista, ortopedista, cirurgião, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Metas e expectativas da rizotomia também são discutidas com a família, bem como os riscos e benefícios.

Algumas tentativas podem ser feitas antes da rizotomia, como a aplicação de toxina botulínica e um programa intensivo de fisioterapia para trabalhar força muscular e melhora do tônus. Com as respostas após essas tentativas, a equipe terá mais segurança na indicação (ou não) da cirurgia.

Vários estudos indicam a redução da espasticidade e a melhora na qualidade de vida após a rizotomia. O grande receio dos pais é devido a natureza irreversível do procedimento.

Outras opções para tratamento da espasticidade são:

• Aplicação de toxina botulínica;
• Baclofeno via oral;
• Bomba de baclofeno.

Muitas crianças conseguem se desenvolver e ter qualidade de vida apenas com estas opções e com um bom planejamento terapêutico.

Como é feita a cirurgia?

A rizotomia é feita com anestesia geral e geralmente leva de 4 a 5 horas. São diminuídas as aferências sensitivas com a secção de radículas dorsais selecionadas.

As complicações após a rizotomia são raras, mas podem incluir infecção, fístula liquórica, dor, dormência ou formigamentos nas pernas perda da função dos esfíncteres, diminuição da força nas pernas, cifotização da coluna vertebral e também os riscos da anestesia geral.

Logo após a cirurgia, a criança pode apresentar fraqueza muscular, e um programa de fisioterapia intensiva é inserido gradualmente. A criança aprenderá a usar seu corpo de uma maneira nova. Pode levar até dois anos para que todos os benefícios da rizotomia sejam sentidos.

Muitas crianças desenvolvem hipersensibilidade na planta dos pés após a cirurgia, porém é algo temporário e que melhora com o tempo. 

Também pode haver problemas na bexiga, causando uma alteração nos hábitos de higiene pessoal no início, mas que melhoram com o passar do tempo. 

Embora a rizotomia não descarte a necessidade de cirurgia ortopédica mais tarde, há uma redução da necessidade desses procedimentos.

Referências: Swimlab Lanzarote e Dr Bernardo de Mônaco.



sábado, 9 de setembro de 2017

Música na fisioterapia

Quanta emoção... Quanto amor...

Nós pensamos sempre em melhorar, em ir além, em oferecer o melhor para nossos pacientes! E agora, o músico Val também faz parte de nossa equipe!

Aqui estão alguns dos momentos especiais que vivemos durante as terapias com música! Prepare o coração e... emocione-se com a gente...

A música traz diversos benefícios para a criança com deficiência; a melodia, o ritmo e a letra despertam sentimentos, incentivam a expressão através do corpo, da comunicação e da linguagem, e a terapia fica muito gostosa! Além disso, outros aspectos podem ser trabalhados, como concentração, memória e atenção.


Como criar uma rotina para uso dos recursos terapêuticos em casa

O sucesso de um trabalho de reabilitação / habilitação depende também do uso de recursos terapêuticos fora dos horários de terapia.

O primeiro passo é conversar com os terapeutas e médicos para saber quais recursos são necessários e por quanto tempo devem ser utilizados diariamente.

O segundo passo é encaixar o uso dentro da rotina da criança e da família.

Se a criança frequenta a escola, uma parte da rotina pode ser feita no ambiente escolar, como por exemplo o uso de andador e de órteses em horários determinados.

Chegando em casa, é possível reforçar o uso de órteses e do parapodium (quando há indicação) quando a criança estiver assistindo televisão ou brincando.

No início pode parecer difícil, a criança certamente vai estranhar e reclamar, mas com o tempo, tudo entra em uma rotina.

Também é importante separar um momento para descansar, sem compromissos e obrigações!


Nascimento e crescimento dos dentes pode piorar a Disfagia

Momento delicado para a criança com disfagia: o nascimento ou a queda dos dentes de leite.

Qualquer alteração na boca da criança que tem disfagia pode gerar significativas alterações em toda a deglutição.

No início, são os dentes que começam a nascer, e com isso, tudo o que a criança havia aprendido e se adaptado para conseguir se alimentar, pode ser impactado. As referências de limites, de apoio da língua e a sensibilidade podem piorar a deglutição, a criança pode babar mais, pode apresentar mais dificuldade para ingerir os alimentos e em alguns casos, dependendo a gravidade da disfagia, pode até recusar os alimentos.

Todos esses problemas podem voltar a aparecer anos depois, quando os dentes de leite começam a cair.

Nestes momentos, a conversa com o fonoaudiólogo e demais terapeutas é essencial para identificar o problema e planejar o tratamento mais adequado para enfrentar essas fases.

Geralmente associamos terapias de fisio e fono - a fisio prepara toda a musculatura de tronco de pescoço para que, em seguida, a fono trabalhe a motricidade oral. Estas áreas estão diretamente ligadas à deglutição!


Fisioterapia para adultos

A clínica GRHAU tem um setor especializado em fisioterapia para adultos.

Neste vídeo vemos as diversas possibilidades que a gaiola de atividades proporciona para a reabilitação no geral.

O Sr Waldemar é nosso paciente de Pilates voltado à neurologia. Estamos trabalhando equilíbrio, alongamento, alinhamento, posturas corretas e força muscular.

O corpo precisa de movimento e cada paciente tem necessidades específicas. Durante a avaliação entendemos os objetivos e planejamos as atividades indicadas em cada caso.


Aula de música na oficina de jovens com paralisia cerebral

Entusiasmo e alegria durante a aula de música de nossa oficina de jovens! Motor e cognitivo são estimulados de forma divertida.

A música envolve, desperta sentimentos, motiva e amplia o potencial de interação. É uma das aulas que eles mais gostam! O próprio aluno começa a descobrir habilidades que o deixam mais motivado!

E a motivação é muito importante em qualquer trabalho de reabilitação, principalmente com pacientes jovens e adultos.


Mielomeningocele: Entendendo os desafios em cada idade

Durante o desenvolvimento infantil da criança com mielomeningocele, cada etapa de crescimento tem objetivos e desafios diferentes:


  • Bebês:


É necessário iniciar o acompanhamento com Fisioterapeuta o quanto antes. Os principais objetivos nessa fase são a avaliação da movimentação e do posicionamento das pernas. É necessário estimular o desenvolvimento motor global e oferecer recursos necessários para manter o bom posicionamento.

As mães também devem receber orientações de como segurar e posicionar adequadamente o bebê.
O contato mais próximo entre terapeutas e família é fundamental!

  • Pré-escola:

O foco nessa fase é o trabalho para que a criança fique em pé e treine a marcha independente, com andador ou muletas. Parapodium e órteses são recursos importantes nesse período.

A família precisa receber a orientação de como auxiliar no desenvolvimento motor, na marcha, no uso de órteses, andadores, talas, muletas, ou outros recursos necessários. O estímulo à independência deve ser feito no ambiente terapêutico e também em casa.

  • Idade escolar:

É importante a visita do Fisioterapeuta à escola para verificar se o ambiente está preparado para receber a criança adequadamente e se há adaptações necessárias para o desenvolvimento. Além disso, é necessário orientar a equipe escolar sobre o uso de andadores e demais recursos para garantir que todo o trabalho feito até então terá continuidade e a criança continuará sendo estimulada adequadamente. A independência continua a ser estimulada, principalmente nas atividades de vida diária.

Os esportes podem ser incorporados à rotina da criança.


Quinto Therasuit da Lis

A Lis terminou seu quinto intensivo de Therasuit na semana passada. O grande desafio foi trabalhar confiança e segurança para que ela andasse sozinha por distâncias maiores, inclusive na rua!

Trabalhamos fortemente para melhorar as respostas motoras globais, reações de equilíbrio e alinhamento.

Mudamos muitas atividades do último intensivo para este, justamente para que ela se sentisse motivada e desafiada. Ela até andou de skate!

Ela não somente conseguiu andar sozinha como também melhorou muito a postura, o alinhamento e o padrão da marcha!

A pequena gigante merece mais do que parabéns! Se esforçou demais e participou ativamente de tudo!


Momentos especiais com a música durante as terapias

Alguém duvida do sucesso da Aline no mundo da música?

A música está entrando de mansinho nas terapias, trazendo motivação e novas descobertas para nossas crianças!

A criança sente a música e experimenta o som movimentando as mãos, os pés, a cabeça, enfim, cada um participa de sua maneira. Neste momento, alguns dos movimentos que estão sendo trabalhados nas terapias, afloram de maneira natural e sutil.

Muito mais alegria e envolvimento!


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A fala e a paralisia cerebral


Um estudo feito na Suécia em 2012 apontou que mais da metade das crianças com paralisia cerebral possuem problemas relacionados à fala.

Algumas crianças têm dificuldade para controlar os músculos da face, da garganta e do pescoço, impactando a fala, a mastigação e a deglutição, com comprometimento da capacidade de interagir e aprender.

Por isso, que sempre ressaltamos a importância do estímulo à comunicação e à fala em nossas terapias! A comunicação vai além da capacidade da criança em entender e usar a linguagem, é também muito importante em outras áreas do desenvolvimento, como o desenvolvimento cognitivo, motor, social e emocional.

À medida que a criança aprende a se expressar melhor, os benefícios são vistos em muitos outros aspectos de sua vida e de seu desenvolvimento, motivando-a nas terapias, na escola e em todas as atividades diárias.



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Therasuit: Uma atividade, vários objetivos.

Embora o Therasuit seja um método, o trabalho é individualizado, com objetivos específicos para cada criança.

Esta atividade, por exemplo, foi criada especialmente para o João durante seu intensivo. Ele foi posicionado em um banco com rodinhas para que usasse as pernas para locomover-se, uma forma de ativar o tronco inferior. Para oferecer mais segurança, colocamos as cordas suspensas no trilho, permitindo assim a locomoção. 

Dessa forma, trabalhamos a musculatura, o equilíbrio e o alinhamento, enriquecendo estímulos sensoriais e oferecendo motivação através de jogos, brincadeiras e desafios!


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O que esperar de um intensivo de Therasuit?

Embora o Therasuit seja um método, cada criança possui um planejamento diferente.
O resultado de um intensivo de Therasuit depende de uma série de fatores, dentre eles, o entendimento das possibilidades de cada criança, a correta avaliação, o raciocínio terapêutico, o planejamento individual, e principalmente, a definição de quais recursos do Therasuit são os mais indicados e vão apresentar melhor resultado em cada caso, pois há muitos recursos e muitas possibilidades dentro do método. E isso depende de experiência, formação e atualização profissional constantes.
Aqui no GRHAU, nós trabalhamos de forma interdisciplinar, isso significa que fisio, fono e TO fazem parte do intensivo e atuam tanto na terapia individual, como também, na terapia conjunta - por exemplo - fisio e TO trabalhando juntas para atingir um mesmo objetivo.
Trabalhamos dessa forma pois entendemos que a criança precisa ser trabalhada globalmente, precisa ser vista como um todo. Motor, cognitivo e sensorial estão interligados, e quando estimulados adequadamente em conjunto, o resultado é muito melhor.



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Confiança e segurança: a preparação para a marcha independente

É muito comum que a criança sinta-se insegura quando é desafiada a andar sozinha.
Quando chegamos nessa fase, criamos um ambiente terapêutico que ofereça mais segurança e confiança, e geralmente usamos as brincadeiras e os brinquedos mais próximos do dia-a-dia da criança.
Exploramos posições instáveis e estimulamos o equilíbrio para que a criança saiba se virar sozinha quando der os primeiros passinhos sem ajuda, e a sensação seja de segurança e confiança, e não de medo ou receio.
Além disso, toda a musculatura necessária para a marcha acontecer também é muito trabalhada.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dalton e Victor: Herois sobre rodas

O Dalton sempre levou seu filho Victor para passear no parque do Ibirapuera, e em um desses passeios, no ano de 2013, ficou sabendo que haveria uma corrida no parque e logo veio a indagação: "Por que não correr com o Victor?".
Mas ele imaginou que seria uma corrida pequena, mas grande foi a surpresa quando viu que se tratava da Maratona Internacional de SP... Ele nem havia feito a inscrição, mas diante do apoio de outros corredores, resolveu seguir em frente.
Seguiu e conseguiu finalizar o percurso e ao passarem pelo portal de chegada, foram recebidos com muitos aplausos! Foi então que se deu conta do quanto aquele momento era importante para ele e para o Victor, e as lágrimas escorreram em meio a abraços e cumprimentos de pessoas que ali estavam. Segundo o próprio Dalton: "O importante não é a vitória, mas sim, a conquista da superação."
Depois disso, começou a treinar semanalmente com o Victor e o gosto de ambos pela corrida só aumentou! Outras corridas vieram, outros desafios apareceram e muitas emoções foram sentidas!
Movido por essa emoção, o Dalton, juntamente com outros pais, criou um projeto sobre a importância dessa atividade inclusiva, motivando outras famílias a saírem com os filhos, correrem, programarem uma atividade juntos. "Nossos filhos são capazes de ser iguais aos outros, mesmo com todas as suas limitações, e é assim que temos agregado cada vez mais HEROIS SOBRE RODAS."

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Os cuidados de hoje vão interferir diretamente na qualidade de vida da criança no futuro

Passamos algumas orientações para nossos pacientes e sempre ressaltamos a importância de que essas orientações entrem na rotina da criança, assim como escovar os dentes e tomar banho.
Quando a criança tem indicação de uso de órteses, parapodium, andador, tala extensora, ou outros recursos, ela realmente precisa ter essa rotina estabelecida.
Os problemas ortopédicos, os desvios na coluna, a luxação de quadril, dentre outros problemas, têm um impacto muito forte na vida da criança, pois geralmente prejudicam funções vitais, como a respiração e a alimentação, causam dores e desconforto e, muitas vezes, somente são corrigidas com cirurgias complexas, de recuperação dolorosa e demorada.
Previna sempre, e se estiver com dificuldade de colocar esses recursos na rotina da criança, fale com os terapeutas, não deixe para depois!
Os cuidados de hoje vão interferir diretamente na qualidade de vida que seu filho terá no futuro!


sexta-feira, 21 de julho de 2017

O sono na paralisia cerebral

Um estudo da CanChild intitulado “Keeping Current In Sleep Issues Among Children with Cerebral Palsy” aponta que cerca de um terço das crianças com paralisia cerebral possui problemas relacionados ao sono.
Aspectos que pioram a qualidade sono, como a epilepsia, a espasticidade, os problemas motores e a deficiência intelectual, estão também relacionados à paralisia cerebral.
De acordo com o estudo, os problemas de sono na paralisia cerebral podem ser divididos em sete áreas:
• Problemas respiratórios;
• Deficiência motora;
• Ciclos de sono e vigília;
• Epilepsia;
• Problemas no padrão do sono;
• Fatores psicológicos;
• Dor e desconforto.
As intervenções que apresentaram os melhores resultados para a melhora do sono foram:
• Relaxante muscular, como por exemplo, o baclofeno;
• Melatonina;
• Terapia crânio-sacral;
• Acupuntura;
• Organização motora e postural;
• Massagem;
• Cirurgia para retirada de amígdalas e adenoide (em crianças que tinham essa indicação).
É um estudo que apresenta alguns indicativos, mas é importante que o problema do sono seja avaliado por neurologista, pediatra e terapeutas, que juntos poderão indicar os tratamentos e as medicações adequadas.


terça-feira, 20 de junho de 2017

O brincar e o desenvolvimento

Dificuldades motoras, de processamento sensorial e de linguagem, podem ser barreiras para um ato tão importante na infância, que é o brincar! Brincando, a criança interage e vivencia experiências importantes para seu desenvolvimento.

Separamos algumas dicas:

• Faça etapas simples, básicas e simples de serem seguidas;

• Para manter ou aumentar a atenção da criança, exagere nos gestos;

• Transforme o brincar em algo natural e divertido, sem cobranças;

• Pode ser que a criança não se interesse por jogos e brincadeiras, busque reforços motivadores;

• Adapte e auxilie;

• Aumente as oportunidades e possibilidades de interação;

E se encontrar dificuldade, fale com um Terapeuta Ocupacional, que é o profissional que poderá orientar e adaptar as brincadeiras!

 

domingo, 18 de junho de 2017

O desfralde da criança com deficiência

Um momento de muitas dúvidas e insegurança é o desfralde. Pode ser difícil saber o momento certo e as etapas a serem seguidas. 

O Terapeuta Ocupacional é o profissional que auxilia e orienta esse processo, avaliando se a criança possui maturação neurológica para início do desfralde.

Alguns sinais também apontam o momento certo, como o incômodo da criança quando está com a fralda suja ou mesmo quando ela sinaliza que vai fazer ou já fez xixi ou cocô.

É importante explicar para a criança todo o processo e leva-la ao banheiro em horários programados, (antes de dormir, ao acordar e ao longo do dia), para que ela se familiarize e se prepare para esses horários.
Vídeos, desenhos e animações também são recursos que auxiliam o processo.

Adaptações no vaso sanitário são muito importantes para que a criança se sinta confortável e segura.

Cada criança tem seu tempo e é necessário persistência e treino para que o objetivo seja atingido!

 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Cuidado com o excesso de estímulos!

Tem que estimular! Tem que estimular!
Quantas vezes as mães de crianças com deficiência ouvem isso?!

Mas precisamos ter muito cuidado com os estímulos, principalmente quando são em excesso.

Muitas atividades sobrecarregam corpo e mente e, em alguns casos, podem prejudicar o desenvolvimento da criança.

Quando percebemos que algum paciente está sobrecarregado, marcamos uma reunião com os médicos e os demais terapeutas para refazermos a agenda da criança, deixando alguns momentos livres para que ela possa descansar ou brincar.

Excesso de atividade pode prejudicar o sono, causar estresse e irritação, e interferir negativamente no desenvolvimento cognitivo e motor.

Às vezes, menos é mais!
 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Uma criança pode não falar verbalmente, mas ela pode e deve se comunicar

Falar é um ato complexo que envolve audição, interpretação do som, intenção e motricidade oral.

Crianças com deficiência podem apresentar problemas auditivos, cognitivos e motores, dificultando ainda mais o processo.

Por isso é muito importante trabalhar a comunicação desde cedo, pois mesmo quando a criança não puder verbalmente falar, que ela possa se comunicar, demonstrando sentimentos, interesses, vontades e necessidades. E essa estimulação deve ser feita tanto no ambiente terapêutico, como em todos os outros que ela frequentar.

Há muitos recursos terapêuticos e de tecnologia assistiva que permitem a comunicação mesmo quando o comprometimento motor é grave.

 

domingo, 28 de maio de 2017

Alfabeto de madeira para uso nas terapias

Um recurso que utilizamos muito nas terapias e na escola é o alfabeto de madeira.
Como as letras são grandes, é muito útil no processo de alfabetização, principalmente em crianças com baixa visão, disfunções sensoriais e dificuldades motoras que impedem a escrita.
Em algumas letras, colocamos revestimentos sensoriais, como lixa, algodão, flanela, e etc, e conduzimos o dedinho da criança pela letra para que ela tenha a sensação da escrita.
Quando a criança já está no processo de alfabetização, podemos criar sílabas, palavras e frases durante as terapias. Também orientamos os pais e os professores em como utilizar esse recurso em casa e na escola.
E assim integramos o ambiente terapêutico, residencial e escolar, ajudando a criança na memorização e nos estímulos sensoriais e cognitivos.


Intestino preso: o que fazer?

Intestino preso é um problema muito comum em crianças com deficiência motora.
Isso acontece por diversos motivos, como ingestão insuficiente de água, alimentação pobre em fibras (principalmente quando os alimentos são batidos) e pouca movimentação física.
Algumas dicas ajudam a minimizar o problema:
• fazer terapia diariamente ajuda na circulação sanguínea e no funcionamento intestinal;
• ficar em pé com o uso de parapodium ou utilizar um andador, também ajudam muito, principalmente quando a criança utiliza em vários momentos durante o dia (quando há indicação);
• bandagem terapêutica colocada na barriga em posição estratégica;
• alguns alimentos, como brócolis, couve-flor, mamão, abóbora, ameixa e kiwi, ajudam a soltar o intestino.
• alimentos ricos em carboidratos, farinhas e alimentos industrializados podem contribuir para a prisão de ventre;
• se possível, não bata os alimentos em mixer ou liquidificador, o ideal é amassar com o garfo ou passar pela peneira;
• consumo alto de fibras sem ingestão de água também pode prender o intestino!
• a massagem abdominal também pode ajudar. Ela deve ser feita na região logo abaixo do umbigo, no sentido da direita para a esquerda, fazendo um movimento de pressão como se estivesse empurrando as fezes para o lado esquerdo. Quando chegar perto do osso do quadril do lado esquerdo, deve-se realizar a massagem, a partir deste ponto, no sentido para baixo em direção à virilha.
O intestino preso pode deixar a criança irritada, chorosa, com tendência a comer menos e a dormir mal. É importante falar com o gastropediatra e com um nutricionista para que problemas mais sérios sejam descartados e orientações específicas sejam recebidas.

Como é a cirurgia de escoliose

Uma das grandes preocupações com a criança que tem deficiência motora é a escoliose.
Quando a criança apresenta padrões anormais de postura, de movimento e de equilíbrio, com tônus postural anormal, os cuidados devem ser redobrados.
A escoliose com curvatura acentuada pode causar dor e desconforto, principalmente dificuldade em se manter sentado na cadeira de rodas, além disso, a capacidade pulmonar fica comprometida e há aumento de ocorrências de infecções e pneumonia, e também dificuldade durante a alimentação com aumento do refluxo e mal estar. Pode haver também deslocamento do quadril com deformidade e dor na região. Crianças com 7-8 anos com curvaturas acima de 40 graus geralmente têm a indicação da cirurgia.
Além dos pontos citados acima, outros fatores devem ser levados em consideração para a decisão da cirurgia: idade, risco de progressão, flexibilidade da curva, graus da curva e se há opções de tratamentos não cirúrgicos.
Como prevenção deve-se tomar muito cuidado com a adequação postural correta na cadeira de rodas, cadeira de carro e demais recursos que ajudam a posicionar a criança. Além disso, a fisioterapia e a terapia ocupacional devem ser frequentes e a criança bem trabalhada para melhorar o tônus muscular, o alinhamento e a musculatura, com técnicas de inibição, facilitação e estimulação de padrões de movimento mais próximos do normal. É necessário expandir esses cuidados da terapia para a escola e a casa, orientando a família e os cuidadores. Consultas periódicas com o ortopedista são muito importantes.
A cirurgia de escoliose é bem complexa e exige um pós-operatório bem delicado e extenso.
Por isso enfatizamos: a prevenção é o melhor caminho!


Nesses mais de 30 anos de atuação da clínica GRHAU, nós já acompanhamos muitos pacientes, tivemos muitos desafios e muitas situações complexas. Foi de tudo um pouco - ou muito - como nos casos de mielo e paralisia cerebral, que atendemos com frequência.
As famílias sempre chegam ansiosas, esperando por uma resposta ou um caminho, e parte muito importante de nosso trabalho é ouvir atentamente cada mãe chega até nós. É a mãe que está no dia a dia, que conhece o filho só de olhar para ele, que sabe tudo sobre a deficiência, sobre os médicos, os hospitais, as internações, as crises, enfim, sabe tudo sobre tudo o que diz respeito ao seu filho nos mínimos detalhes.
Algumas vezes (ou muitas), é a mãe a fonte da informação que pode contribuir para solucionar um caso complexo.
Ouvir essa experiência e manter contato diário, faz toda a diferença. Nós aprendemos com as mães, as mães aprendem conosco. Uma conexão tão linda não poderia passar em branco nesta semana tão especial!
Mães

💚


Parede de escalada terapêutica

Já pensaram que a mesma terapia, com os mesmos recursos e as mesmas atividades podem cansar e desmotivar a criança?
Crianças que fazem terapia diariamente precisam de motivação para que as respostas sejam boas e é um grande desafio encontrar recursos novos para manter o interesse da criança - mas é um desafio extremamente necessário para que possamos explorar ao máximo o potencial de desenvolvimento de cada criança.
Uma das atividades que elas mais gostam aqui na clínica é a parede de escalada terapêutica. É uma grande diversão, mas temos objetivos terapêuticos muito bem planejados e definidos!
Através da parede de escalada trabalhamos muitos fatores, dentre eles:
• Alongamento;
• Força muscular;
• Coordenação motora;
• Equilíbrio;
• Dissociação.
É também uma atividade que ajuda muito no treino de marcha!

Criando metas alcançáveis

Enfatizamos sempre a importância da motivação nas terapias e parte desse processo é entender o que a criança, no momento em que se encontra, é capaz de executar.
Exigir demais ou não promover a facilitação para que a criança consiga executar determinada função, pode desmotivá-la e prejudicar a avaliação correta do caso.
Parece algo muito simples, mas entender todo esse processo envolve um conhecimento profundo em habilitação/reabilitação, muita experiência e conceitos que podem envolver até a psicologia infantil.
É muito importante o terapeuta construir um programa para que a criança compreenda a atividade proposta e realize com sucesso.
E tudo o que queremos é a criança motivada, feliz em realizar as atividades propostas e estimulada corretamente em todo o seu potencial de desenvolvimento!


Qual o melhor método de reabilitação?

Esta é uma pergunta muito comum e a resposta é: depende de cada paciente!
Antes de escolher por este ou aquele método, é necessário avaliar a formação e a experiência do terapeuta. Um terapeuta experiente e com diversas formações vai saber quais os melhores caminhos e recursos para cada caso, além disso, ainda pode usar técnicas de um ou outro método durante uma mesma terapia.
Por exemplo, o Therasuit tem suas contraindicações: a luxação de quadril, lordose e/ou escoliose avançadas, doenças degenerativas, e etc. Mas pacientes que apresentam essas condições também precisam receber tratamentos excelentes e adequados, é aí que a experiência e a formação dos terapeutas devem fazer a diferença, analisando outros métodos e recursos para atingir os objetivos terapêuticos de cada paciente.


Cognitivo e motor devem ser estimulados precocemente

Tanto quanto a parte motora, o cognitivo também deve ser estimulado desde cedo.
É preciso permitir que a criança faça escolhas, responda, demonstre interesse e seja entendida!
Muitas vezes, a criança transforma a falta de entendimento de suas reais necessidades em choro, birra, apatia e pode até piorar sua condição motora, direcionando para o corpo algumas respostas, como por exemplo a extensão.
Além disso, pode não ter todo o seu potencial explorado nas terapias, na escola e nos ambientes que frequenta.
Muitas áreas estão envolvidas no desenvolvimento cognitivo. Um bom início é agendar avaliações com fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, que identificarão recursos e terapias para estimulação da linguagem e da comunicação.


domingo, 14 de maio de 2017

Feliz dia das mães especiais

Mães especiais são gigantes, mesmo que algumas vezes sintam-se frágeis.
Entendem como ninguém o significado das palavras "entrega, dedicação, carinho, doação e amor incondicional".
Podem não perceber, mas inspiram e motivam outras pessoas o tempo todo. São motivo de orgulho!
Parabéns, mamães incríveis! Feliz dia das mães!
Uma pequena homenagem de toda a equipe GRHAU!

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