terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Andadores infantis são proibidos em todo o país

Foto: TV Globo/Reprodução)

Uma liminar da Justiça de Passo Fundo (RS) determinou a proibição da comercialização de andadores infantis em todo o país. Na decisão, a juíza Lizandra Cericato Villarroel destaca que nenhuma das marcas comercializadas estão dentro das normas do Inmetro e que "a natureza do produto se destina a bebês e crianças na fase de aprendizagem do ato de caminhar, portanto, em situação biológica de vulnerabilidade potencializada".

Cabe recurso à medida, que foi tomada em ação civil pública elaborada pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). A entidade alega que o equipamento coloca crianças em risco de acidentes graves, inclusive com morte.

Médicos afirmam que o andador dá uma mobilidade inadequada para a etapa de vida dos bebês. Com o uso, eles poderiam se aproximar de fogões, piscinas, escadas e produtos tóxicos.

Em julho deste ano, o Inmetro realizou testes com todas as marcas de andadores produzidas no Brasil e reprovou todas elas.

"Não existe nenhum argumento razoável para o uso do andador. A nossa avaliação é que esse produto é assassino e deixa sequelas para a vida toda", afirma o pediatra Rui Locatelli Wolf, da SBP, um dos que ajudou a elaborar a peça judicial.

No início do ano, A SBP já havia iniciado uma campanha no início do ano para o uso do andador de bebês, com o objetivo de aumentar a proteção de crianças contra acidentes que podem ser ocasionados pelo uso do equipamento.

De acordo com a Sociedade, no ano passado, 850 crianças de 7 a 15 meses receberam atendimento médico emergencial por acidentes em andadores, sendo 60% delas com lesão na cabeça.

Neste ano, pelo menos três relatos de morte em decorrência do uso do andador por bebês chegaram até a entidade.

Algumas mães avaliam que o equipamento ajuda a desenvolver a marcha. A Abrapur (Associação Brasileira de Produtos Infantis), também é contrária à proibição da fabricação dos andores, mas defende a criação de regras rígidas de qualidade para o produto.


Imagem: Folha de São Paulo / Reprodução

O mito dos andadores


O andador consiste numa base com rodas que suporta uma armação rígida que apóia um assento com aberturas para as pernas e geralmente possui uma bandeja plástica.

Os pais acreditam que, ao usar o andador, a criança estará segura e alegam várias razões para seu uso, como: manter a criança quieta e feliz, encorajar mobilidade, estimular a marcha, fazer exercícios e contê-la enquanto está se alimentando.

Andadores são perigosos! Mesmo com supervisão, a maioria dos acidentes acontece enquanto um adulto está cuidando da criança.

O exemplo do Canadá deveria ser seguido, onde a venda está proibida desde abril de 2004.

A maioria dos modelos disponíveis no mercado possui rodas pequenas, bordas cortantes ou arestas afiadas. 

O que pode acontecer de errado do ponto de vista físico:
A criança pode virar o andador para trás, quando apóia os pés no chão e impulsiona o corpo para trás, e bater a cabeça no chão ou na parede;
A criança pode apoiar os pés no chão de maneira inadequada, dobrando o dorso dos pés para trás, correndo o risco de provocar lesões nos dedos dos pés e na região do tornozelo.

Acidentes que podem acontecer com a criança no andador:
fraturas e traumatismos cranianos, ao rolar uma escada para baixo;
queimaduras e ferimentos cortantes, por conseguir alcançar alturas mais elevadas, pegar um copo, um talher em cima da mesa ou panelas no fogão;
afogamento, ao cair numa piscina, banheira ou balde;
envenenamentos, devido ao acesso aumentado a produtos químicos e de uso domiciliar.

A maioria dos acidentes mais graves decorre de quedas em escadas, degraus e desníveis de piso.


RECOMENDAÇÕES:
A aquisição de andadores não é recomendada, por representar risco de lesões graves em crianças pequenas e por não haver benefício algum em seu uso;
Modificações na estrutura dos andadores para prevenir quedas de escadas (mais largos do que a passagem das portas ou mecanismo de freio para parar quando uma ou mais rodas inclinam-se para baixo) tornam seu custo mais alto e não são eficientes em prevenir os acidentes;
Mecanismos de proteção de escadas, como portões em cima e em baixo não costumam prevenir as quedas;
Creches, escolinhas e hospitais não devem permitir o uso de andadores;
Centros de atividades infantis disponíveis no mercado, onde a criança pode saltar, girar e virar, eliminam o risco de quedas de escada e são mais seguros que os andadores;
Todos aqueles que possuem andadores deveriam ser encorajadas a levá-los a locais onde seriam destruídos e seus materiais reciclados.

“MANTENHA SEU FILHO SEGURO... JOGUE FORA O ANDADOR”


Relatora: Dra. Renata Dejtiar Waksman 
Vice-presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP – gestão 2007-2009; Coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência contra a Criança e o Adolescente da SPSP; Pediatra do Departamento Materno-Infantil do Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP.

Texto original divulgado em 2005.
Texto atualizado em 16/08/2007.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Pai constrói máquina para ajudar o filho com paralisia cerebral a andar

José Dimas desenvolveu a máquina para o filho Hugo, de 16, que tem paralisia cerebral (imagens: site G1)

Uma máquina de 2 metros de altura e cerca de 40 quilos que simula o movimento de marcha. Foi o que José Dimas da Silva, ambulante de Santa Isabel (SP), foi capaz de criar para ajudar na reabilitação do filho Hugo, de 16 anos. Aos 11 meses, foi diagnosticado com paralisia cerebral, que afetou a parte motora de seus membros inferiores e o impede de conseguir andar sozinha.

A ideia do simulador veio depois que Dimas encontrou na internet um equipamento feito na Argentina por um mecânico para o próprio filho. O ambulante pensou em comprá-lo, mas custaria US$ 30 mil. Mesmo não tendo conhecimentos de mecânica, o pai de Hugo tinha o mesmo combustível que o pai argentino: o desejo de ver o filho caminhando. Investiu R$ 2,5 mil, trabalhou duro no projeto durante vários meses com a ajuda de amigos, até que o aparelho finalmente ficou pronto.

Após tanto esforço, o pai ainda precisava pedir a aprovação dos médicos para que o filho pudesse usar o equipamento."Estava com medo dos médicos recusarem, mas toda a equipe olhou a foto que levei no dia da consulta e gostou", lembra ele. Assim que Hugo se recuperou de uma cirurgia feita no joelho, em julho deste ano, foi liberado para voltar às sessões de fisioterapia e estrear o simulador.

Em pouco tempo de uso todo o esforço já vem dando resultado. De acordo com Silvio Massaki Igarasi, fisioterapeuta que acompanha Hugo, o jovem tem respondido bem ao tratamento, sem dores nas pernas, e com resultados positivos. "Nas últimas vezes ele está sentindo as pernas formingando, o que no caso dele é um sinal de que os nervos estão melhorando a sensibilidade. Depois disso, vem o estímulo motor e a contração muscular. Aí estamos perto para ele conseguir andar”, explica o profissional.

Hugo está animado com o tratamento: “Estou andando pela quarta vez já. Nunca fiz isso. É gostoso e diferente, mas muito bom. Quero mais. Não imaginava que andar mexia todas essas partes”, afirma Hugo.

O fisioterapeuta também lembra que tudo depende das respostas do organismo do paciente aos estímulos, e que é preciso muita persistência. “Tratar o Hugo é bom porque ele é um paciente motivado, que tem força de vontade e procura sempre te ajudar quando precisamos dar uma resposta positiva. Além de tudo, ele tem força para vencer mais essa etapa da paralisia cerebral que é bem complicada. Nem todos os pacientes têm essas respostas que ele está tendo. Ele tem bons resultados apesar da doença,  e chances de um dia andar sem muleta. Mas é preciso muito estímulo. Não temos certeza que ele vai ter toda a recuperação que esperamos, mas depende da persistência”, reforça.

De acordo com Igarasi, isso deve acontecer pelo estímulo que a máquina causa na articulação do tornozelo, do joelho e do quadril. “Apenas com exercício manual não conseguimos isso. O estímulo da máquina é contínuo e ajuda na contração da musculatura. Esperamos então desenvolver mais a área motora do cérebro dele para desenvolver a marcha”, explica.

Força de vontade e motivação é o que não falta para Hugo: "Eu gostei de usar. Gosto de ficar nela. No começo tinha medo de cair, mas depois criei coragem e fui. A vontade de melhorar é maior. Quero sair da cama e devo isso a meu pai também. A sensação das pernas mexendo sozinhas, como se estivesse andando, é gostoso. Com ela, tenho a sensação de liberdade também, porque ali estou caminhando sem as muletas. O Silvio pede que na hora que estou nela me imagine andando de verdade. Aí nessa hora penso que estou caminhando sozinho pela cidade. É um incentivo para ir mais rápido. Hoje acredito que isso possa ser possível mesmo e cada vez mais me orgulho do meu pai”, conclui o jovem.

O pai acompanha todas as sessões de fisioterapia, ajudando na utilização da máquina e animando o filho, com a esperança de que seus primeiros passos independentes estejam próximos de se tornar reais. “Com ela meu filho fez algo que nunca tinha feito na vida e isso que é importante. Já é um sonho realizado, o que vier é lucro. Estamos muito animados. Sofremos juntos e em cada vitória estamos unidos também. O que importa é ver o Hugo feliz e caminhando. Sei que isso não está longe e não posso parar.”

Matéria adaptada do site G1 Mogi e Suzano, de 17.11.2013 - assista ao vídeo

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Dicas de relacionamento com as pessoas com deficiência



A falta de informações detalhadas sobre o universo das pessoas com deficiência cria diversas especulações sobre o assunto e também possibilita o uso de termos que podem ser considerados inapropriados ou equivocados. Por isso, é importante saber um pouco mais sobre o tema.

Em São Paulo, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida divulga uma série de explicações que podem ser bastante úteis.

Pessoa com deficiência - Há uma associação negativa com a palavra ‘deficiente’, pois denota incapacidade ou inadequação à sociedade. A pessoa não é deficiente, ela ‘tem uma deficiência’. No texto aprovado pela Convenção Internacional para Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidades das Pessoas com Deficiência, em 2006, estabeleceu-se a terminologia mais apropriada: Pessoa(s) com Deficiência.

Necessidades especiais - É importante combatermos expressões que tentem atenuar as diferenças, tais como: ‘pessoas com capacidades especiais’, ‘pessoas especiais’ e a mais famosa de todas: ‘pessoas com necessidades especiais’. As ‘diferenças’ têm de ser valorizadas, respeitando-se as ‘necessidades’ de cada pessoa.

Portador - A condição de ter uma deficiência faz parte da pessoa. A pessoa não porta uma deficiência, ela ‘tem uma deficiência’.

Outro erro comum diz respeito à nomenclatura e isso pode, inclusive, provocar constrangimento. Desta forma, todos nós precisamos entender cada tipo de deficiência e saber como identificá-las.

Física - Engloba vários tipos de limitações motoras, como paraplegia, tetraplegia, paralisia cerebral e amputação.

Intelectual – Limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, que aparecem nas habilidades conceituais, sociais e práticas, antes dos 18 anos. A pessoa com deficiência intelectual não é necessariamente considerada incapaz de exercer sua cidadania.

Auditiva – Redução ou ausência da capacidade de ouvir determinados sons em diferentes graus de intensidade. Não é correto utilizar o temo surto-mudo. A pessoa surda ‘fala’ em sua própria língua e com terapia fonoaudiológica pode desenvolver a fala oral.

Visual – Redução ou ausência total da visão, podendo ser dividida em baixa visão ou cegueira. O termo cego pode ser utilizado normalmente.

Surdocegueira – Deficiência única, que apresenta a perda da visão e da audição concomitantemente em diferentes graus.

Múltipla – Associação de duas ou mais deficiências. Ex: deficiência intelectual associada à deficiência física.

Também está publicada no site da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida uma ‘cartilha’ com dicas de relacionamento com as pessoas com deficiência. Confira nas imagens abaixo:

(clique na imagem para visualizar em tamanho maior, e vá clicando novamente para visualizar a próxima página).


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Memorial da Inclusão: exposição retrata a luta pelos direitos da pessoa com deficiência



Entre os dias 23 de outubro e 28 de novembro, o Memorial da Inclusão recebe a exposição "Quem não é visto não é lembrado", que exibe fotografias das passeatas organizadas pelo Movimento Superação no Brasil e na Argentina em busca da inclusão das pessoas com deficiência.

A iniciativa celebra os 10 anos do Movimento Superação, retrata a luta pelos direitos da pessoa com deficiência e o processo de inclusão social por meio de 26 imagens que possuem os recursos de audiodescrição e braile.

O Memorial da Inclusão aborda cada uma das quatro deficiências - auditiva, visual, intelectual e física - e conta com atrações como a Sala Preparatória dos Sentidos: um local escuro com painéis de texturas diversas, alteração de temperatura e sensores sonoros e olfativos. O espaço também pode ser visitado através do site www.memorialdainclusao.sp.gov.br. Por meio de uma plataforma 3D, os visitantes se sentem dentro do Memorial e podem acessar textos e áudios em três versões: português, inglês e espanhol.

Inaugurado no dia 3 de dezembro de 2009, o Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência tem o propósito de reunir em um só espaço fotografias, documentos, manuscritos, áudios, vídeos e referências aos principais personagens, às lutas e às várias iniciativas que incentivaram as conquistas e melhores oportunidades às pessoas com deficiências.


"A ideia evoluiu para traçar os caminhos das pessoas com deficiência em prol de uma sociedade mais inclusiva e, assim, com esta proposta, estimular a reflexão de que as formas e frentes de ação do segmento contribuíram sobremaneira para conquistas constitucionais e legais e, fundamentalmente, para mudanças nos valores sociais, na percepção da sociedade sobre a pessoa com deficiência. Tais caminhos concederam à sociedade brasileira a oportunidade de compreender e aceitar o diferente e significar a diversidade. "
Trecho de apresentação do Memorial da Inclusão




Exposição fotográfica - “Quem não é visto não é lembrado”
Data: 23 de outubro a 28 de novembro
Horário para visitação: 10h às 17h
Local: Memorial da Inclusão – sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Endereço: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda (ao lado da estação de ônibus, metrô e trem – Barra Funda)

ANS amplia o atendimento de Fisio, Fono e TO nos planos de saúde


A partir de janeiro de 2014, os beneficiários de planos de saúde individuais e coletivos terão direito a mais 87 procedimentos, incluindo 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer e 50 novos exames, consultas e cirurgias (Confira a lista completa).  A medida é resultado de consulta pública realizada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e beneficia 42,5 milhões de consumidores com planos de saúde de assistência médica.

O novo rol também contempla o cuidado integral à saúde e o tratamento multidisciplinar ao prever na cobertura obrigatória consulta com fisioterapeuta, além da ampliação do número de consultas anuais de fonoaudiologia de seis para 48, e de seis para 12 em especialidades como nutrição, psicologia e terapia ocupacional.

As novas incorporações foram anunciadas na segunda-feira, dia 21, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor-presidente da ANS, André Longo, e são válidas para consumidores com planos de saúde de assistência médica contratados após 1º de janeiro de 1999 no país e também para os beneficiários de planos adaptados à Lei nº 9.656/98.

A ANS alerta que o consumidor denuncie a operadora caso não consiga agendar o atendimento com os profissionais ou estabelecimentos de saúde credenciados pelo plano, dentro do prazo máximo previsto, ou tenha negadas as coberturas previstas em contrato. Para isso, o cliente pode entrar em contato pelo Disque ANS (0800 701 9656) ou pela Central de Relacionamento no site www.ans.gov.br.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Terapia de Integração Sensorial

Em um ambiente adaptado e motivador, a terapia de integração sensorial ajuda a organizar as sensações do próprio corpo (Imagem: www.adu.edu)

A terapia de Integração Sensorial foi desenvolvida pela terapeuta ocupacional A. Jean Ayres durante a década de 1970 na Califórnia, EUA. Ela estudou o comportamento de crianças com dificuldades de aprendizagem que apresentavam alguns sintomas frequentes como déficit de atenção, desordens no planejamento motor e na modulação de informações sensoriais, entre outros. 

A criança com disfunção Integrativa Sensorial (DIS) tem dificuldade em se adaptar de forma eficiente e satisfatória a um ambiente normal, porque seu cérebro não desenvolveu os processos necessários para integrar as sensações daquele ambiente. Por isso, ela necessita de um ambiente que seja estabelecido sob medida para o seu sistema nervoso, que lhe ajudará a integrar sensações até então nunca integradas, permitindo assim a reorganização cerebral.

O princípio central da terapia é fornecer e controlar a entrada de estímulos sensoriais, especialmente o estímulo do sistema vestibular, das articulações, músculos e pele de tal forma que a criança espontaneamente forme as respostas adaptativas que integram todas as sensações.

Na Sala de Integração Sensorial o terapeuta faz uso de recursos como bolas, rolos, colchões, colchonetes, tapetes e materiais texturizados; materiais coloridos e sonoros, bem como e equipamentos suspensos como balanço e rede, entre outros.

Ayres (1988) define a Integração Sensorial como “um processo neurológico que organiza as sensações do próprio corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do corpo e do meio em que se vive”. 



Nestes últimos anos o GRHAU tem inovado sua metodologia e introduziu a terapia de integração sensorial como coadjuvante no trabalho de prevenção e tratamento de crianças com atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor, dificuldades escolares e/ou comportamentais.

Com base em uma avaliação feita pelo terapeuta ocupacional, é elaborado um programa com o objetivo de ajudar a criança a reorganizar as formas de receber, processar e integrar as informações do seu corpo e do meio para transformá-las em ações funcionais, conhecendo mais de si mesmas e das suas possibilidades de interagir e aprender.

Atividades lúdicas fazem parte do tratamento 
(imagem:  www.cortfoundation.org)
A abordagem tem como objetivo promover a integração das sensações, principalmente dos sistemas tátil, vestibular e proprioceptivo. Tudo isso é trabalhado por meio de brincadeiras e atividades lúdicas com a participação ativa da criança, aumentando assim a habilidade de processamento das informações e respostas apropriadas aos estímulos. 

A terapia ocorre em um ambiente aconchegante, organizado, motivador, alegre, rico em materiais e equipamentos (suspensos e de solo), promovendo uma oferta sensorial adequada às possibilidades e necessidades da criança. 

A organização sensorial propicia o desenvolvimento do esquema corporal, maturação dos reflexos, segurança postural, consciência dos dois lados do corpo e planejamento motor.


Comportamentos que, quando associados, indicam a necessidade de uma avaliação de Integração Sensorial:

  • Atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor, dificuldade na coordenação motora global e/ou fina, podendo ter alteração de tônus muscular.
  • Cair, esbarrar ou derrubar objetos com frequência.
  • Comportamento hiperativo ou, ao contrário, hipoativo.
  • Reações exageradas ao toque, a certos tipos de roupas, alimentos, a alterações no ambiente, medo de altura e/ou movimento, entre outros.
  • Dificuldade em manter atenção, sentar para fazer a lição e/ou atraso na aprendizagem da leitura e escrita.
  • Dificuldade na realização das atividades de autocuidado.



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Claudia Giordani, do Grhau, na França para atendimento de Therasuit


A fisioterapeuta Claudia Giordani, do Grhau, embarcou semana passada para Lyon, na França para fazer um atendimento intensivo de Therasuit durante 3 semanas com um menino muito especial: o Daniel.

Daniel tem 4 anos, sua família é de Portugal e atualmente mora na França. Ele nasceu com holoprosencefalia, uma má-formação cerebral que lhe causou sequelas neurológicas. Sua família desde então está empenhada em lhe oferecer uma melhor qualidade de vida, procurando os melhores tratamentos para seu desenvolvimento.

O Therasuit foi indicado por um médico do Daniel, que afirmou que o intensivo poderia trazer muitos benefícios para ele. Sua mãe, Orquídia, já havia tomado conhecimento sobre o Therasuit durante uma viagem a Cuba para um tratamento intensivo com ele, onde conheceu a Sueli, mãe da Manu, paciente do Grhau, que também estava em tratamento por lá.

Como na França, onde a família mora, ainda não há profissionais qualificados para atendimento em Therasuit, eles contataram o Grhau, no Brasil, e combinaram a ida da Claudia para fazer um intensivo de três semanas com o Daniel na casa dele, em Lyon, na França.

Eles montaram toda a estrutura do Therasuit para receber a Claudia, que já está lá há uma semana.

O espaço ficou lindo e o Daniel tem respondido muito bem ao tratamento, com muita garra, determinação e alegria! Veja as fotos:


Daniel e a mãe, Orquídia, recepcionando a Claudia com flores na chegada à França

Equipamentos do Therasuit montados para o intensivo

Início dos trabalhos: com muita aventura e diversão!
Daniel sempre alegre e sorrindo durante a terapia
Trabalhando duro!

Acompanhe mais novidades na página Daniel precisa de uma vida melhor e na página do Grhau Therasuit  no Facebook.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Novo espaço Therasuit ABC: parceria entre a Clínica Grhau e a Fisioclínica ABC

Fisioterapeuta Claudia Giordani, do Grhau, atendendo o paciente Lucas no Therasuit ABC

A Clínica Grhau está realizando um trabalho em parceria com Fisioclínica ABC, a convite da fisioterapeuta Regiane Krakauer, levando o método Therasuit para Santo André e região do grande ABC.

A festa de inauguração do Therasuit ABC ocorreu em 22 de agosto e contou com a presença de importantes profissionais da área de reabilitação neurológica do Grande ABC, pacientes, familiares e amigos.

Inauguração do espaço Therasuit ABC
O espaço é a primeira unidade de fisioterapia intensiva com o método Therasuit  de Santo André, e contará com o atendimento da equipe do Grhau, sempre em busca de oferecer cada vez melhores técnicas para o desenvolvimento motor de pacientes com distúrbios neurológicos.



Conheça um pouco mais da unidadeTherasuit ABC:




Em agosto as fisioterapeutas Regiane Krakauer Kuhn, da Fisioclinica ABC, e Janice Ortiz, da Clínica Grhau, também participaram de entrevista no programa Mulheres, da TV Gazeta, falando sobre o método Therasuit e divulgando o novo espaço Therasuit ABC:




Fisioterapeutas Regiane Krakauer Kuhn, da Fisioclinica ABC, Janice Ortiz e Claudia Giordani, do Grhau

Primeira Unidade de  fisioterapia intensiva com o método Therasuit  de Santo André

Festa de inauguração do Therasuit ABC

Parceria de sucesso para oferecer o melhor aos pacientes da região do ABC

Para maiores informações visite o site da Fisioclínica ABC ou a página Therasuit ABC no Facebook


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Artista faz mergulho e pinturas sobre cadeira de rodas





Sue Austin é uma artista multimídia que realiza diversas performances e instalações. Mas uma doença prolongada passou a dificultar sua locomoção, e mudou a forma como ela poderia acessar o mundo. "Eu vi minha vida passando e se tornando restrita", lembra ela. "Quando eu comecei a usar a cadeira de rodas há 16 anos, foi uma liberdade tremenda... Eu podia deslizar e sentir o vento no meu rosto novamente. Apenas estar na rua era emocionante".

Ela afirma que sua experiência em uma cadeira de rodas influenciou sua arte e sua perspectiva sobre o mundo. No entanto, ela percebeu que as pessoas começaram a tratá-la de forma muito diferente.

"Era como se elas não pudessem me ver mais, como se uma capa de invisibilidade tivesse caído sobre mim. As pessoas pareciam me ver em termos de suas suposições sobre como deve ser estar em uma cadeira de rodas. Quando eu perguntei com o que elas associavam a cadeira de rodas, elas usaram palavras como 'limitação', 'medo', 'pena' e 'restrição'. Eu sabia que eu precisava escrever minha própria história sobre esta experiência".

Em 2009, ela fez uma série de pinturas chamada "Traços de uma cadeira de rodas", em que usou tinta nas rodas de sua cadeira para criar circuitos graciosos em enormes folhas de papel e no gramado em frente à galeria onde foi feita a exposição.


"A cadeira de rodas se tornou um objeto para pintar e brincar. Foi emocionante ver a reação interessada ​e surpresa das pessoas. Parece que novas perspectivas se abriram", afirma ela.


Sue Austin ajudou a fundar a Freewheeling, uma iniciativa para expandir os limites das deficiências nas Artes. Em seus trabalhos, ela mostra como a diferença entre a forma como ela vê a si mesma e como os outros a vêem inspira a sua arte, que desafia a noção tradicional de deficiência. E compartilha a alegria que sente em experimentar o mundo a partir de sua cadeira.

Mas suas experimentações não terminaram aí. Em 2005, Sue fez seu primeiro mergulho de profundidade, e sentiu uma liberdade de movimentos inimaginável. Resolveu então fazer o mesmo mergulho também na cadeira de rodas. Ela pediu ajuda a engenheiros e acadêmicos para equipar a cadeira com dois propulsores acoplados no banco e duas ‘nadadeiras’ de acrílico para conseguir manobrar.


A princípio ela recebeu muitas objeções, mas não desistiu. O trabalhou exigiu treinamento físico intenso - e uma equipe técnica criativa. O resultado foram lindos movimentos na água que mais parecem voos e acrobacias silenciosas, conforme você pode conferir no vídeo no início deste post.


O projeto está ganhando notoriedade, incentivando e possibilitando outras pessoas com deficiência a vivenciarem novas e libertadoras experiências por meio das artes e por meio da mágica do mergulho.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...