sexta-feira, 4 de maio de 2018

Treino de marcha com as bengalinhas

O treino de marcha com as bengalinhas é intermediário entre o uso do andador (que oferece mais suporte e apoio) e o andar independente.
O andar com a bengalinhas é um ato complexo e que exige muito da criança, são várias ações sincronizadas e que dependem de força, equilíbrio e coordenação motora. A criança começa a sentir que para se locomover, todas as ações são dela, é ela quem está no comando.
Aos poucos vai aumentando a confiança, a força e o equilíbrio e as ações se tornam automáticas, aspectos importantes para a aquisição da marcha independente!
Muitas pessoas nos perguntam onde compramos as bengalinhas e aqui vai o contato: site especialneeds.com, procurem por walk easy.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Estimulando o paciente a ficar em pé sozinho

Quando alternamos os estímulos entre o parapodium, o andador, e o ficar em pé durante as terapias ou outras atividades, estamos proporcionando diversos estímulos dentro de uma mesma posição, exigindo mais ou menos de determinados grupos musculares e da organização sensorial.

Esta posição em que o Ben se encontra é muito utilizada por nós durante as terapias, pode representar os primeiros momentos em pé sem o auxílio de muitos recursos e também permite que a criança tenha liberdade avançar um pouco e experimentar a posição sem o apoio das costas!


quarta-feira, 2 de maio de 2018

Mesmo com todos os cuidados as alterações na coluna apareceram?

A lordose, a escoliose ou a cifose aparecem de forma multifatorial, ou seja, podem envolver posicionamento inadequado, tônus muscular, falta de terapias, alterações neuromusculares, e etc, e mesmo com muitos cuidados, os problemas podem aparecer.

Quando isso acontece é muito importante verificar quais os cuidados precisam ser reforçados e qual será a conduta médica e terapêutica para impedir que o problema piore.

O aparecimento de algum desvio é momento de alerta e não se pode desistir dos cuidados!

É importante diagnosticar rapidamente e promover as mudanças necessárias para que um pequeno desvio não se transforme em um complexo caso cirúrgico!

As 5 dúvidas mais comuns sobre os intensivos de Therasuit

1- O tratamento é o mesmo em todas as clínicas? Não, embora os recursos sejam os mesmos, o tratamento depende da atuação do terapeuta, de sua experiência e vivência com o método.

2- Qualquer paciente pode fazer o intensivo de therasuit?
Não, é necessário passar por uma avaliação antes para sabermos se há indicação para o tratamento. Existem algumas contraindicações: como luxação de quadril, escoliose acentuda, doenças degenerativas, e etc.

3- Qual a idade mínima para fazer o intensivo?
Em média, 2 anos de idade.

4- Quantos intensivos são necessários?
Depende de cada paciente. Geralmente, são 2 ou 3 intensivos por ano, o que dá uma média de 4 a 6 meses de intervalo entre um intensivo e outro.

5- É possível dar continuidade ao tratamento? Sim, orientamos os terapeutas sobre a continuidade do tratamento e alinhamos os objetivos com a equipe.


segunda-feira, 9 de abril de 2018

A Plataforma Vibratória como Recurso Terapêutico

A plataforma vibratória é um recurso muito utilizado nas terapias diárias e nos intensivos de Therasuit.

A vibração da plataforma ativa músculos e tendões, melhorando a amplitude dos mesmos. O resultado é mais força muscular e menos encurtamentos.

Com os músculos e os tendões mais alongados torna-se mais fácil trabalhar a posição sentada, em pé, e a função de pernas, braços e mãos.

Além disso, a vibração é capaz de atingir grupos musculares mais difíceis de serem trabalhados nas terapias convencionais.

Aqui estão mais alguns benefícios importantes:

• Auxilia na graduação de tônus;
• É um potente estímulo ósseo, prevenindo a osteoporose;
• Trabalha intensamente a propriocepção, já que a vibração pode ser sentida no corpo todo.

Quando a criança recebe estes estímulos passa a sentir melhor seu próprio corpo, inclusive regiões que ela não está habituada a sentir (principalmente quando apresenta deficit sensorial) passando a se movimentar mais e a ajudar em todo o processo de reabilitação.


sábado, 17 de março de 2018

As reações comportamentais e a terapia de integração sensorial


A maioria das crianças com paralisia cerebral apresenta também déficits sensoriais que impactam no comportamento, no sono e nas demais atividades diárias.
Aqui estão alguns exemplos:
  • Reações emocionais excessivas, como choro ou grito;
  • Ansiedade;
  • Dificuldade para dormir;
  • Falta de atenção e concentração;
  • Desconforto em situações, ambientes e com pessoas novas.

Muitos pais ficam perdidos e não sabem que há tratamento especializado!
O diagnóstico deve ser feito por um Terapeuta Ocupacional, que além de avaliar a criança vai propor, se necessário, um planejamento terapêutico para trabalhar estes aspectos.
A Terapia de Integração Sensorial ajuda a criança a se organizar sensorialmente aos estímulos externos, diminuindo a intensidade dos sintomas descritos acima e melhorando a qualidade de vida!


Padrão extensor na paralisia cerebral

Crianças com forte padrão extensor precisam de estímulos adequados e cuidados extras com posicionamento.
O padrão extensor não deve ser quebrado por completo, isso pode ser um grande erro, pois ao fazermos força contra o padrão, estamos na verdade fortalecendo-o! Devemos usar o manuseio de lateralização e rotações, dissociando as cinturas para que a criança vivencie outras maneiras de controle motor, que não somente a verticalização.
Nós sempre orientamos a família sobre como pegar a criança adequadamente, como segurar no colo, como transferí-la de um ponto a outro, como levantá-la, e quais pontos disparam o padrão e devem ser evitados.
Além disso, os cuidados com posicionamento devem ser mais frequentes, a cadeira de rodas, de carro ou de posicionamento precisam ser ajustadas com mais frequência, já que a força da extensão pode provocar frouxidão dos cintos e contribuir para o posicionamento inadequado.

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