segunda-feira, 9 de abril de 2018

A Plataforma Vibratória como Recurso Terapêutico

A plataforma vibratória é um recurso muito utilizado nas terapias diárias e nos intensivos de Therasuit.

A vibração da plataforma ativa músculos e tendões, melhorando a amplitude dos mesmos. O resultado é mais força muscular e menos encurtamentos.

Com os músculos e os tendões mais alongados torna-se mais fácil trabalhar a posição sentada, em pé, e a função de pernas, braços e mãos.

Além disso, a vibração é capaz de atingir grupos musculares mais difíceis de serem trabalhados nas terapias convencionais.

Aqui estão mais alguns benefícios importantes:

• Auxilia na graduação de tônus;
• É um potente estímulo ósseo, prevenindo a osteoporose;
• Trabalha intensamente a propriocepção, já que a vibração pode ser sentida no corpo todo.

Quando a criança recebe estes estímulos passa a sentir melhor seu próprio corpo, inclusive regiões que ela não está habituada a sentir (principalmente quando apresenta deficit sensorial) passando a se movimentar mais e a ajudar em todo o processo de reabilitação.


sábado, 17 de março de 2018

As reações comportamentais e a terapia de integração sensorial


A maioria das crianças com paralisia cerebral apresenta também déficits sensoriais que impactam no comportamento, no sono e nas demais atividades diárias.
Aqui estão alguns exemplos:
  • Reações emocionais excessivas, como choro ou grito;
  • Ansiedade;
  • Dificuldade para dormir;
  • Falta de atenção e concentração;
  • Desconforto em situações, ambientes e com pessoas novas.

Muitos pais ficam perdidos e não sabem que há tratamento especializado!
O diagnóstico deve ser feito por um Terapeuta Ocupacional, que além de avaliar a criança vai propor, se necessário, um planejamento terapêutico para trabalhar estes aspectos.
A Terapia de Integração Sensorial ajuda a criança a se organizar sensorialmente aos estímulos externos, diminuindo a intensidade dos sintomas descritos acima e melhorando a qualidade de vida!


Padrão extensor na paralisia cerebral

Crianças com forte padrão extensor precisam de estímulos adequados e cuidados extras com posicionamento.
O padrão extensor não deve ser quebrado por completo, isso pode ser um grande erro, pois ao fazermos força contra o padrão, estamos na verdade fortalecendo-o! Devemos usar o manuseio de lateralização e rotações, dissociando as cinturas para que a criança vivencie outras maneiras de controle motor, que não somente a verticalização.
Nós sempre orientamos a família sobre como pegar a criança adequadamente, como segurar no colo, como transferí-la de um ponto a outro, como levantá-la, e quais pontos disparam o padrão e devem ser evitados.
Além disso, os cuidados com posicionamento devem ser mais frequentes, a cadeira de rodas, de carro ou de posicionamento precisam ser ajustadas com mais frequência, já que a força da extensão pode provocar frouxidão dos cintos e contribuir para o posicionamento inadequado.

Suspensão parcial de peso no treino de marcha

Suspensão parcial de peso
Liberdade para explorar movimentos!
O treino de marcha feito com suspensão parcial de peso oferece liberdade para que a criança explore vários movimentos sem receio de cair.
Além dos movimentos, o paciente sente mais o próprio corpo no espaço (propriocepção), experimenta novas sensações motoras e sensoriais, e pode começar a graduar a força muscular utilizada em cada movimento, buscando o alinhamento correto.
Há muitos outros benefícios, dentre eles:
  • Equilíbrio;
  • Fortalecimento muscular;
  • Aumento da amplitude de movimento;
  • Alongamento ativo;
  • Controle motor.


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Tênis para usar com órteses


Adoramos estes tênis com zíper para usar com órteses! O zíper permite a retirada total da parte de cima do tênis, facilitando demais a colocação quando a criança estiver com as órteses!

É da Ortopé e se chama Zipmax.

Neste link tem mais informações: Tênis com zíper

tênis para usar com órteses
tênis para usar com órtese



domingo, 4 de fevereiro de 2018

O que é síndrome de angelman?

A síndrome de angelman é considerada rara e de difícil diagnóstico, mas depois de corretamente diagnosticada e dos sintomas controlados, é possível ter qualidade de vida e desenvolvimento.


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Sialorreia (ou baba excessiva) na criança com deficiência. Como tratar?

sialorreia (aumento do fluxo salivar que ultrapassa a margem da boca) é muito comum em crianças com paralisia cerebral, e em média, atinge em algum grau, 1 de cada 3 pacientes.

A baba é normal quando acontece até os 2 anos de idade e eventualmente até os 4 anos, principalmente quando os dentes estão nascendo. Após os 4 anos o problema deve ser investigado e tratado.

As principais causas são a incoordenação motora oral e a redução da sensibilidade intraoral. Porém, outros fatores também estão associados ao problema: 
  • Pouco controle cervical e de tronco;
  • Disfagia;
  • Má oclusão dentária;
  • Alteração do processo mastigatório;
  • Redução do vedamento labial;
  • Uso de algumas medicações.
O tratamento deve envolver Fonoaudiólogo e Fisioterapeuta, que juntos farão um planejamento terapêutico para melhora de controle cervical e de tronco, bem como os estímulos motores orofaciais.

Alguns dos tratamentos mais indicados são:
  • Uso regular de bandagem (Kinesio Taping);
  • Eletroestimulação aplicada à disfagia;
  • Aplicação de Toxina Botulínica;
  • Medicações específicas;
  • Adesivo que diminui a salivação.
Quando não tratada adequadamente, a sialorreia pode prejudicar a respiração, favorecendo o risco de aspiração, dificultar a alimentação, impactar a vida social e as demais atividades de vida diária.

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