terça-feira, 20 de junho de 2017

O brincar e o desenvolvimento

Dificuldades motoras, de processamento sensorial e de linguagem, podem ser barreiras para um ato tão importante na infância, que é o brincar! Brincando, a criança interage e vivencia experiências importantes para seu desenvolvimento.

Separamos algumas dicas:

• Faça etapas simples, básicas e simples de serem seguidas;

• Para manter ou aumentar a atenção da criança, exagere nos gestos;

• Transforme o brincar em algo natural e divertido, sem cobranças;

• Pode ser que a criança não se interesse por jogos e brincadeiras, busque reforços motivadores;

• Adapte e auxilie;

• Aumente as oportunidades e possibilidades de interação;

E se encontrar dificuldade, fale com um Terapeuta Ocupacional, que é o profissional que poderá orientar e adaptar as brincadeiras!

 

domingo, 18 de junho de 2017

O desfralde da criança com deficiência

Um momento de muitas dúvidas e insegurança é o desfralde. Pode ser difícil saber o momento certo e as etapas a serem seguidas. 

O Terapeuta Ocupacional é o profissional que auxilia e orienta esse processo, avaliando se a criança possui maturação neurológica para início do desfralde.

Alguns sinais também apontam o momento certo, como o incômodo da criança quando está com a fralda suja ou mesmo quando ela sinaliza que vai fazer ou já fez xixi ou cocô.

É importante explicar para a criança todo o processo e leva-la ao banheiro em horários programados, (antes de dormir, ao acordar e ao longo do dia), para que ela se familiarize e se prepare para esses horários.
Vídeos, desenhos e animações também são recursos que auxiliam o processo.

Adaptações no vaso sanitário são muito importantes para que a criança se sinta confortável e segura.

Cada criança tem seu tempo e é necessário persistência e treino para que o objetivo seja atingido!

 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Cuidado com o excesso de estímulos!

Tem que estimular! Tem que estimular!
Quantas vezes as mães de crianças com deficiência ouvem isso?!

Mas precisamos ter muito cuidado com os estímulos, principalmente quando são em excesso.

Muitas atividades sobrecarregam corpo e mente e, em alguns casos, podem prejudicar o desenvolvimento da criança.

Quando percebemos que algum paciente está sobrecarregado, marcamos uma reunião com os médicos e os demais terapeutas para refazermos a agenda da criança, deixando alguns momentos livres para que ela possa descansar ou brincar.

Excesso de atividade pode prejudicar o sono, causar estresse e irritação, e interferir negativamente no desenvolvimento cognitivo e motor.

Às vezes, menos é mais!
 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Uma criança pode não falar verbalmente, mas ela pode e deve se comunicar

Falar é um ato complexo que envolve audição, interpretação do som, intenção e motricidade oral.

Crianças com deficiência podem apresentar problemas auditivos, cognitivos e motores, dificultando ainda mais o processo.

Por isso é muito importante trabalhar a comunicação desde cedo, pois mesmo quando a criança não puder verbalmente falar, que ela possa se comunicar, demonstrando sentimentos, interesses, vontades e necessidades. E essa estimulação deve ser feita tanto no ambiente terapêutico, como em todos os outros que ela frequentar.

Há muitos recursos terapêuticos e de tecnologia assistiva que permitem a comunicação mesmo quando o comprometimento motor é grave.

 

domingo, 28 de maio de 2017

Alfabeto de madeira para uso nas terapias

Um recurso que utilizamos muito nas terapias e na escola é o alfabeto de madeira.
Como as letras são grandes, é muito útil no processo de alfabetização, principalmente em crianças com baixa visão, disfunções sensoriais e dificuldades motoras que impedem a escrita.
Em algumas letras, colocamos revestimentos sensoriais, como lixa, algodão, flanela, e etc, e conduzimos o dedinho da criança pela letra para que ela tenha a sensação da escrita.
Quando a criança já está no processo de alfabetização, podemos criar sílabas, palavras e frases durante as terapias. Também orientamos os pais e os professores em como utilizar esse recurso em casa e na escola.
E assim integramos o ambiente terapêutico, residencial e escolar, ajudando a criança na memorização e nos estímulos sensoriais e cognitivos.


Intestino preso: o que fazer?

Intestino preso é um problema muito comum em crianças com deficiência motora.
Isso acontece por diversos motivos, como ingestão insuficiente de água, alimentação pobre em fibras (principalmente quando os alimentos são batidos) e pouca movimentação física.
Algumas dicas ajudam a minimizar o problema:
• fazer terapia diariamente ajuda na circulação sanguínea e no funcionamento intestinal;
• ficar em pé com o uso de parapodium ou utilizar um andador, também ajudam muito, principalmente quando a criança utiliza em vários momentos durante o dia (quando há indicação);
• bandagem terapêutica colocada na barriga em posição estratégica;
• alguns alimentos, como brócolis, couve-flor, mamão, abóbora, ameixa e kiwi, ajudam a soltar o intestino.
• alimentos ricos em carboidratos, farinhas e alimentos industrializados podem contribuir para a prisão de ventre;
• se possível, não bata os alimentos em mixer ou liquidificador, o ideal é amassar com o garfo ou passar pela peneira;
• consumo alto de fibras sem ingestão de água também pode prender o intestino!
• a massagem abdominal também pode ajudar. Ela deve ser feita na região logo abaixo do umbigo, no sentido da direita para a esquerda, fazendo um movimento de pressão como se estivesse empurrando as fezes para o lado esquerdo. Quando chegar perto do osso do quadril do lado esquerdo, deve-se realizar a massagem, a partir deste ponto, no sentido para baixo em direção à virilha.
O intestino preso pode deixar a criança irritada, chorosa, com tendência a comer menos e a dormir mal. É importante falar com o gastropediatra e com um nutricionista para que problemas mais sérios sejam descartados e orientações específicas sejam recebidas.

Como é a cirurgia de escoliose

Uma das grandes preocupações com a criança que tem deficiência motora é a escoliose.
Quando a criança apresenta padrões anormais de postura, de movimento e de equilíbrio, com tônus postural anormal, os cuidados devem ser redobrados.
A escoliose com curvatura acentuada pode causar dor e desconforto, principalmente dificuldade em se manter sentado na cadeira de rodas, além disso, a capacidade pulmonar fica comprometida e há aumento de ocorrências de infecções e pneumonia, e também dificuldade durante a alimentação com aumento do refluxo e mal estar. Pode haver também deslocamento do quadril com deformidade e dor na região. Crianças com 7-8 anos com curvaturas acima de 40 graus geralmente têm a indicação da cirurgia.
Além dos pontos citados acima, outros fatores devem ser levados em consideração para a decisão da cirurgia: idade, risco de progressão, flexibilidade da curva, graus da curva e se há opções de tratamentos não cirúrgicos.
Como prevenção deve-se tomar muito cuidado com a adequação postural correta na cadeira de rodas, cadeira de carro e demais recursos que ajudam a posicionar a criança. Além disso, a fisioterapia e a terapia ocupacional devem ser frequentes e a criança bem trabalhada para melhorar o tônus muscular, o alinhamento e a musculatura, com técnicas de inibição, facilitação e estimulação de padrões de movimento mais próximos do normal. É necessário expandir esses cuidados da terapia para a escola e a casa, orientando a família e os cuidadores. Consultas periódicas com o ortopedista são muito importantes.
A cirurgia de escoliose é bem complexa e exige um pós-operatório bem delicado e extenso.
Por isso enfatizamos: a prevenção é o melhor caminho!


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